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Haddad e secretário falam das limitações do curso de pedagogia

Redação

08 Junho 2009 | 11h54

Para Haddad, as limitações do curso de pedagogia são transponíveis. “Teoria destes cursos não servem para formação de professores. Um bom curso de professores tem um bom traço entre teoria e prática, mas toda ela voltada para formação e exercício profissional . É uma profissão. Dados do censo demonstram que quem dá aula nos anos iniciais do ensino fundamental são egressos do curso de pedagogia. Evidente que se tentou outro caminho desde 1996, mas não prosperou”, disse.

Haddad defende instrumentos específicos para cada curso superior. “Começamos por três: Direito, medicina e pedagogia tem especificidades. Se o ministério, na sua atividade de regulação, constatar que o curso não está moldado para formar professores para a escola pública, tem de ser descredenciado”.

Paulo Renato se considera mais “pessimista” em acreditar em uma mudança nas adequações de necessidade de universidade de formação de professores. “Faculdades de pedagogia têm uma vocação que não é formar professor para as primeiras séries. E isso é difícil de mudar. Acho que nós vinhamos num crescendo de formação de professores nos cursos normais superiores, mas foi interrompido pela resolução do conselho nacional de Educação. Acho que foi um erro grave na questão da formação do professor”, disse.

“Ex-ministro pode ser mais cético do que ministro”, brincou Haddad.

E completou: “Eu encaro com mais otimismo a possibilidade das universidades públicas e particulares, comunitárias inclusive, se adequar a uma nova filosofia até em virtude das necessidades que o País tem de formar mais e melhor os professores da escola pública.”