Guerra de robôs alia teoria e prática
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Guerra de robôs alia teoria e prática

Redação

29 Outubro 2009 | 17h06

Por Elida Oliveira

Carrinhos esquisitos, monitorados a distância por controle remoto, entram em combate em uma arena. Ganha quem furar a bexiga que o adversário leva colada em cima da invenção. Brincadeira de criança? Na Fiap, é a Robocup 2009, evento que provoca a criatividade dos alunos e a prática de conhecimentos adquiridos em sala de aula. Participam estudantes do primeiro ano de Sistemas da Informação, que devem aplicar o que aprenderam em disciplinas como Organização de Computadores, Eletrônica Digital e Língua Portuguesa Instrumental.

“Aprendemos gerenciamento de projetos e usamos para planejar a construção do robô, a programação a gente aplicou na placa-mãe para ativar o robô por meio de um sensor de contato”, diz Bruno Bueno Brito, 18 anos, um dos autores do robô Megazord.


Megazord, de Bruno, um dos selecionados para a final da Robocup 2009


O carrinho com rodas semelhantes a de um tanque, tem tubos de PVC e a “arma” é uma antena que, quando acionada, fura a bexiga do adversário. “Nosso robô foi bem elaborado. Pesquisamos como usar a haste (antena) e decidimos fazê-las como ‘garras’, saindo na lateral e indo em direção ao inimigo”, explicou. A estratégia aumenta o perímetro do robô e deu mais competitividade ao grupo de Bruno. Eles venceram as etapas eliminatórias e estão classificados automaticamente para a grande final, dia 3 de novembro. Amanhã, dia 30, ainda terá eliminatórias e serão escohlidos os últimos dos 12 robôs competidores.

A criatividade dos estudantes, no entanto, deve seguir algumas regras: tamanho, peso, altura e voltagem da bateria do robô. João Henrique Silva, de 19 anos, outro participante da Robocup 2009, aplicou materiais para “economizar” no peso do carrinho. “Usamos base de madeira, que tem um peso relativamente baixo. Nos motores, tiramos a carenagem”, explicou. Bruno teve que desmontar o robô depois de pronto para chegar ao peso ideal. “Cortamos uns tubos de PVC e chegamos aos 2 kg permitidos.”


14 Bis, de João Henrique e equipe, selecionado para a final

Para César Caetano, coordenador do curso de Sistemas da Informação, o trabalho realizado para o desenvolvimento dos robôs é um estímulo aos alunos. “Os estudantes ficam ansiosos ao saber que terão de colocar um robô para funcionar, já que muitos não têm conhecimento de informática ao entrarem na faculdade. Eles saem do zero para mostrar o quanto são talentosos e capazes.”

O projeto pode contar pontos também para o futuro profissional. “Este vai ser o cartão de visita do aluno que buscar uma oportunidade no setor industrial, por exemplo. Estamos orientando os estudantes a enviarem seus trabalhos principalmente para indústrias automobilísticas, que costumam recrutar profissionais com esse perfil”, diz o responsável pela Robocup, Reinaldo Belizário.