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Geografia discursiva da FGV cobrou nome que nem professor sabia

Redação

11 Dezembro 2011 | 20h57

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

A prova discursiva de geografia da FGV-EAESP, aplicada na tarde deste domingo, cobrou dos candidatos ao curso de Administração Pública um nome do qual nem o professor do cursinho CPV, Mario Storniolo, se lembrava: “antropoceno“, nome dado a uma possível época geológica, de existência debatida pelos acadêmicos, no qual a intervenção humana seria predominante.  “Foi a questão mais difícil, de conteúdo incomum para qualquer prova de geografia”, disse Storniolo. “Eu mesmo não sabia o nome e tive que procurar”. As outras duas questões, porém, foram fáceis, em sua avaliação. Eram sobre o crescimento das cidades médias e o fluxo do comércio Brasil-China.

História. Para o professor Daniel Gomes, as duas questões – Comuna de Paris e 1922 – exigiram que o aluno tivesse os conceitos muito bem definidos em mente. “Cobraram, sobre a crise da República Velha, uma coisa estrutural, em vez de ficar pedindo nomes dos presidentes. Mas não foi fácil”.

Matemática. Prova tranquila, e parecida com a do semestre passado tanto nos conteúdos quanto na dificuldade, avaliou Daniel Lowinsohn. “Não há questão difícil nem fácil – ninguém tirou 0, nem 10”, resume. “Vai selecionar os melhores candidatos”.

Redações. Para a professora Daniela Aizenstein, a escolha por Caio Prado Júnior foi interessante. “O autor assusta o candidato, mas o trecho escolhido é bem simples”, considera. “O aluno deveria começar com uma reflexão sobre nosso passado colonial e retomar a questão de uma economia desenvolvida para o mercado externo e uma forte divisão em classes sociais. Daí, comparar com a realidade de hoje”, ensina. Para ela, a prova privilegiou o candidato com bom repertório de história e atualidades.

Os candidatos ao curso de Administração Pública fizeram uma redação a mais, sobre igualdade racial, na qual deveriam se posicionar contra ou favor às cotas. “O aluno passa com qualquer posição”, garante Daniela. “O importante era apresentar agumentos a favor e contra, fazer a dialética”.

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