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Garçom se confunde com horário de verão no RS

Carolina Stanisci

03 Novembro 2012 | 14h52

* Lucas Azevedo, especial para o Estado

PORTO ALEGRE – Cerca de 15 minutos após o fechamento dos portões do Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre para o Enem, a larga calçada em frente do prédio histórico estava vazia. Apenas um vendedor de água e meia dúzia de pais que aguardam pelos filhos dividiam uma das poucas áreas de sombra do local, quando, esbaforido, Fábio Chaves chegou.

O garçom de 28 anos estranhou a ausência de movimentação em frente do local, onde 1,2 mil pessoas realizam provas neste sábado e domingo. Ao pedir informações ao repórter, se deu conta:  “Pensei que era o horário de Brasília.”

Chaves acordou cedo neste sábado, depois de uma longa noite de trabalho. “Às 8 horas eu já estava acordado. Tomei café tranquilo, porque sabia que ia dar tempo.” E ia mesmo. Não fosse o fato de Porto Alegre ter aderido ao horário de verão. Embora os meios de comunicação estarem alertando para este fato, Chagas não s deu conta. “Estava escrito na carta ‘horário de Brasília’”.

Ele mora na Restinga, distante bairro na zona sul de Porto Alegre e, para chegar até o local da prova, pegou dis ônibus. “Tudo cronometrado”, admite. Por suas contas, chegaria no colégio com 45 minutos de folga. “Não acredito. Eu me preparei bem para essa prova. Até já tenho todos os livros para a faculdade”, lamentou.

Pai de quatro filhos, o garçom diz que estudou muito para o Enem. Seu objetivo é a faculdade de Direito. “Meus dois irmãos são advogados. Já consegui os livros para a faculdade com eles. Além do mais tenho um amigo que disse que me dará emprego.”

Envergonhado com a própria distração, Chaves pegou o celular para ligar para a esposa, avisando  que tinha perdido a prova, enquanto andava sem rumo na frente do Instituto de Educação, sob o sol forte. “Não acredito.”

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