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‘O importante é justificar a resposta à pergunta da redação’

Redação

08 Janeiro 2012 | 16h09

* Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Todos os estudantes entrevistados pelo Estadão.edu no câmpus Villa-Lobos da UMC, na Vila Leopoldina, zona sul, disseram ter respondido “indispensável” à pergunta do tema da redação (“Participação política: indispensável ou superada?”).

Na opinião do estudante Felipe Silva, de 18 anos, quase todos os estudantes adotaram a mesma resposta, mas é bem possível que algum outro tenha respondido o contrário.”Justificar-se”, acredita Felipe, é o importante. Em sua redação, o aluno usou o texto de Aristóteles, segundo o qual a ciência política é a finalidade das outras ciências. Ele tenta uma vaga em Economia.

O seu amigo André Ferrari, também de 18 anos, presta para licenciatura em Química. “Achei a redação trabalhosa”, disse, referindo-se à quantidade de textos e temas. Para ele, a política “é o fundamento do nosso país”. O único livro que André leu por inteiro, O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, não foi pedido na prova.

Candidata ao curso de Gestão Ambiental, Júlia Rizzi, de 19 anos, está com receio da prova desta segunda-feira, que terá questões abertas detodas as outras matérias exceto português. Ela lembrou de uma questão que tem trechos de Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos) e que aborda o sertão e o sertanejo. Como ela não leu Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida), Júlia conta que “embromou” nessa questão.

Rafael Victorino, de 18 anos, tenta uma vaga em Letras. Ele acha “rídiculo” os candidatos da Fuvest fazerem prova de todas matérias no segundo dia. “Um canditado a Letras, por exemplo, não tem nada a ver em ser avaliado em matemática”. Por outro lado, Rafael achou a redação “tranquila” e o tema, “legal”. “O problema é que a palavra política não tem muitos sinônimos”. Para Rafael, a política afeta todos e, portanto, é importante participar.

* Corrigido às 16h50