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FGV privilegia matérias ligadas à carreira do economista, diz coordenador do Etapa

Redação Estadão.edu

05 Dezembro 2010 | 19h29

A Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou neste domingo, 5, a primeira fase do processo seletivo para sua Escola de Economia de São Paulo. De manhã, os candidatos responderam a 75 questões de matemática, biologia, história e geografia. À tarde, os estudantes fizeram 60 itens de português, inglês, física e química.

O coordenador geral do cursinho Etapa, Edmilson Motta, avaliou o exame como “puxado e longo para uma primeira fase”. Segundo ele, não há unidade na prova – cada matéria tem seu nível de dificuldade e até mesmo os graus de qualidade são diferenciados. “Nas disciplinas mais próximas a Economia, as provas são mais bem elaboradas, com perguntas adequadas, contextualizadas e conceituais”, diz, referindo-se a história, inglês, matemática e geografia.

“A prova da FGV tem características muito marcantes. Ano após ano, a gente vê essas características se repetindo”, afirma Motta. “Nas matérias mais afastadas de Economia – principalmente as ciências – as questões poderiam melhorar, ter uma abrangência maior”, defende.

Em inglês, o professor ressalta que a fundação cobrou interpretação de textos sobre economia. Em matemática, Motta diz que a prova é “exigente”. “É a matéria com maior quantidade de questões – são 30. Apesar disso, não é tão abrangente, pois prefere cobrar assuntos que de alguma maneira serão úteis ao profissional de Economia, como álgebra.”

Biologia, física e química, segundo o coordenador, “continuam sendo as matérias que destoam”. “Física tinha umas continhas chatas, com dificuldade irrelevante. Biologia trouxe itens muitos específicos. E química foi bem básica, ficando para trás em relação ao conjunto da avaliação.”

Para Motta, é “engraçado” que a Fundação Vunesp, que organiza o processo seletivo, conseguiu manter as mesmas características de quando a prova era feita pela própria FGV. “Isso mostra uma sintonia muito grande entre as instituições”, diz.

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