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Família pressiona candidata para aprovação em pública

Redação

08 Janeiro 2012 | 14h18

* Gerson Monteiro, especial para o Estadao.eduSÃO JOSÉ DOS CAMPOS – Os pais de Mariana Mendonça Andrade, de 17 anos, ainda aluna do ensino médio, levaram a garota até a porta do prédio onde ela está prestando a Fuvest. A situação seria normal não fosse a explícita ansiedade da candidata, que alegou ser pressionada pela família para ser aluna de alguma universidade pública.

“Estou prestando para Engenharia Agronômica. Fui convencida pela minha irmã por conta do mercado e a possibilidade de ganhar dinheiro. Antes eu pensava em fazer Filosofia e dar aulas”, conta a estudante que preferiu concorrer a uma vaga a se inscrever como treineira – embora não possa fazer matrícula.

A vontade do pai dela, o coordenador de distribuição de jornais Braz Batista de Andrade, era de que a filha fizesse Jornalismo. “É uma profissão que acho muito bacana. Queria que ela seguisse carreira, mas fiquei decepcionado com a ideia dela de fazer Filosofia”, comentou.

Mariana diz ter medo do tema da redação e da prova do terceiro dia. “Cai o que ainda não vi na escola.” Independente da aprovação neste vestibular, ela ainda terá de cursar o 3.º ano em 2012.

“Ela diz que a pressionamos, mas a verdade é que a gente quer que ela estude. Ela vai cursar nem que seja numa particular”, minimizou o pai.