As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Falta de delimitação do tema da redação pode der atrapalhado os candidatos’, diz coordenador do Oficina do Estudante

Redação Estadão.edu

06 Janeiro 2013 | 19h45

Para o coordenador pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, a falta de uma delimitação explícita do tema da redação pode ter atrapalhado alguns dos estudantes que participaram neste domingo, 6, da segunda fase do vestibular da Fuvest. “Isso, junto à falta de uma coletânea de apoio, certamente complicou a vida de alguns”, diz.

Segundo Tasinafo, mesmo tratando-se de um tema aparentemente mais fácil, mais corriqueiro e inclusive mais próximo da vida dos estudantes, essa abertura exigiu do aluno um recorte próprio. “Com isso, a chance deles terem escrito uma redação superficial, com argumentos soltos, é bastante grande”, afirma.

Quanto à prova de lingua portuguesa, o coordenador afirma que mesmo ela tendo apresentado um número maior de questões de gramática normativa em relação aos anos anteriores, a tônica da avaliação foi, mais uma vez, a interpretação de textos. Essa interpretação, no entanto, geralmente está ligada a temas mais amplos, que não limitam-se ao conteúdo exposto. “Mesmo sendo uma prova de linguagens, ela transita por temas comuns às ciências humanas”, diz. “Nesta edição, por exemplo, exigiu-se do candidato uma conceituação de cidadania”.