As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Faça você mesmo. E faça em comunidade.

Redação

01 Agosto 2012 | 15h26

KarlaLopez__1_.jpg

Você sabe o que é DIY – Do-it-yourself? Do it yourself – significa faça você mesmo. A cultura do Faça Você Mesmo começou nos anos 50, com a popularização de ferramentas para reparos dentro de casa. Seguindo o mesmo princípio a popularização de tecnologias, antes só acessíveis a profissionais, levou o movimento (DIY) a transformar algumas indústrias como a de eletrônicos, música e até biologia.

Na última semana realizei mais uma atividade interessante aqui nos Estados Unidos – como vencedora do Call to Innovation, promovido pela FIAP em parceria com a Singularity University – pude visitar uma das unidades da Techshop, presente em São Francisco e em outras cidades do Vale do Silício. As oficinas da TechShop contam com impressoras 3D, soldadoras, máquinas de corte à laser e jato de água, jatos de areia e até máquinas de costura industriais. Os membros podem participar das aulas instrutivas, trazer seu próprio material e trabalhar em projetos pessoais ou em grupo. Além de um lugar para “fazer e acontecer”, a TechShop é acima de tudo uma comunidade, um lugar para fazer novos amigos e se divertir.

singu.jpg


A paixão do Vale pelo Faça você mesmo não é de hoje. O Homebrew Computer Club reuniu entusiastas dos computadores pessoais na Califórnia de 1975 até 1986, e tinha como membros os fundadores da Apple e da Microsoft. Até hoje a rede de lojas de componentes eletrônicos RadioShack é lembrada como um dos pontos de encontro dessa turma.

O que aconteceu com o computador pessoal também aconteceu com a arte. O custo cada vez mais baixo de equipamentos que, eram acessíveis a grandes gravadoras apenas, transformou o músico em empreendedor, que produz sua música em casa e vende diretamente aos fãs utilizando serviços como o Bandcamp.

Você já imaginou um espaço em que qualquer um possa experimentar por meio da genética, manipular formas de vida, com pouco ou nenhum treinamento específico? Existe aqui na Califórnia a BioCurious que tem a missão de levar a todos inovação em biotecnologia a preços acessíveis, com um laboratório aberto a amadores, inventores, empreendedores e qualquer um que queira experimentar biotecnologia com os amigos.

 

O componente social do Faça você mesmo é muito forte. O Instructables.com é uma rede social para compartilhar instruções. Lá você pode compartilhar projetos, encontrar pessoas interessadas no mesmo tipo de projeto ou até buscar um parceiro para criar algo junto.

Recentemente, Chris Anderson, editor da Revista Wired, esteve aqui na Singularity University contando a história da comunidade DIYDrones, que ele fundou em 2007 e hoje conta com mais de 20 mil inscritos. Drones são pequenos aviões pilotados remotamente e a comunidade online ajuda os entusiastas a construir e operar suas próprias engenhocas voadoras, além de compartilhar a paixão. Nas palavras de Anderson, “quando você convida outras pessoas a compartilhar uma paixão, você liberta o sonho” e o Faça você mesmo nada mais é do que uma plataforma para tornar sonhos realidade. Por isso o DIY e as comunidades se dão tão bem.

Por Karla Lopez, bolsista da FIAP e vencedora do Call to Innovation, está na Singularity University, lozalizada no Campus da NASA nos Estados Unidos e compartilha suas experiências nesses três meses de curso GSP – Graduate Student Program.