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Estudantes de Humanas acham provas de Exatas difíceis e vice-versa

Redação

27 Novembro 2011 | 17h27

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – É uma verdade universalmente reconhecida que os vestibulandos de Humanas tendem a achar a prova de Exatas difícil e vice-versa. Gustavo Marques, no 3º ano do Colégio Ítalo de Moema, vai prestar para Jornalismo e achou a prova de matemática “muito difícil”. Já Mariana Watson, de 17 anos, da escola técnica Guaracy Silveira,  fez a Fuvest pela primeira vez e tenta uma vaga no curso de Arquitetura. Ela achou a prova complicada, mas acha que “fechou” em matemática.

Suellen Samara, da mesma idade, presta o vestibular pela segunda vez para o curso de Design. Ela foi treineira pirata no exame passado, mas não chegou à segunda fase. “História e geografia não estavam tão complicadas. Caíram questões sobre colonização e sobre o impeachment do Collor. Sou melhor em Humanas e achei matemática mais difícil – inclusive mais difícil do que no ano passado.”

O estudante do Colégio Objetivo Danilo Torturella, de 18 anos, fez a Fuvest pela primeira vez. Ele tenta a vaga para o curso de História e achou a prova de matemática “complexa”, mas as questões de física que não envolviam contas, tranquilas. Perguntado sobre as questões de atualidades, lembrou de uma questão de geografia sobre o crescimento da Índia. Outra questão que de atualidades era sobre o extrativismo exagerado, apesar de não haver menção direta a Belo Monte ou ao Código Florestal. Havia também uma questão sobre o trabalho escravo no Brasil em fábricas de tecidos e os imigrantes chineses e bolivianos.

Angela Peudisco, de 16 anos, está no 2ª ano do Colégio Objetivo da Chácara Santo Antônio, zona sul. Ela é treineira de Biológicas, e não sabe se vai prestar Direito ou Medicina no ano que vem. “Achei a prova de exatas meio impossível e na de matemática ‘chutei’ tudo. A prova de português estava cansativa, mas a de geografia e a de história foram tranquilas”.

Sua veterena Deborah Macedo, de 17 anos, cursa o 3º ano do Objetivo e achou estranho que não caiu nenhuma questão sobre as duas guerras mundiais, nem sobre a Revolução de 1917. Ela tenta uma vaga em Jornalismo e vai fazer ainda o vestibular da Cásper Líbero. “Na parte de Exatas, me compliquei. Eu olhava para as perguntas de matemática e física e me perguntava: ‘eu aprendi isso esse ano?’ Já a prova de química tinha questões fáceis, moderadas e difíceis”, resume Deborah.