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Estudantes conseguem liminares, mas nem todos fazem nova prova do Enem

Redação

15 Dezembro 2010 | 20h35

Mesmo com uma liminar que lhe dava o direito de fazer a nova prova do Enem nesta quarta-feira, 15, o estudante curitibano Alex Blenk, de 17 anos, não foi autorizado a entrar no local de aplicação, na Escola Hildebrando de Araújo.

Ele pegou a prova amarela com problemas de impressão no dia 6 de novembro, mas não teve seu caso relatado em ata pelo fiscal. Por meio de sua advogada e irmã, Andressa Blenk, o estudante protocolou ação com pedido de liminar ontem à noite. “Fizemos contatos com o Inep, que garantiu um retorno ao nosso pedido, o que não aconteceu”, lamentou Andressa.

Segundo Alex, a liminar, concedida pela juíza Marga Inge Barth Tessler, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, chegou às suas mãos às 12h47 e não houve tempo hábil para chegar à escola antes das 13 horas, quando os portões foram fechados. “Cheguei às 13h20, entreguei a liminar e aguardei uma resposta da coordenação da prova até as 15 horas, quando me informaram que eu não poderia realizar a prova”, disse.

Com isso, a advogada e irmã de Blenk, que tenta cursar Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Andressa Blenk, de 30 anos, espera o julgamento do mérito, que deve ocorrer só no próximo ano, antes de tomar alguma posição. “A decisão foi publicada com pouca antecedência, o que inviabilizou a chegada no horário”, afirmou.

A coordenadora do Enem na escola, Talita Bentorim, recebeu a liminar e alegou, segundo o estudante, que o horário de entrada havia sido ultrapassado. Na decisão, a juíza fazia menção à necessidade de o aluno chegar antes do horário permitido.

A contrário de Blenk, os estudantes Guilherme Augusto Traiano Ritch, de 17 anos, e Marcela Gayer, de 18, conquistaram suas liminares ontem e realizaram suas provas na Faculdade UniBrasil.

A nova prova reuniu 2.708 estudantes no Paraná – 2.620 na capital. O exame também foi aplicado em Goioerê, Guarapuava, Pinhão, Pitanga e Ponta Grossa.

Os testes aplicados nesta quarta foram considerados mais difíceis que os da primeira prova pela estudante Francieli de Almeida Santos, de 18 anos, que tentará uma vaga no curso de Estética. “Senti que agora estava um pouco mais forçada, mas depois do que ocorreu, estava desanimada.”

Já para Fernando Detone, de 28, que vai usar as notas para tentar uma vaga em Engenharia Química na UFPR, a prova mais fácil. “Foram questões diretas, que não estavam muito extensas e eu compreendi melhor”, disse.

(Julio Cesar Lima, Especial para o Estadão.edu)

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