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‘Escola precisa sair dos próprios muros’, diz Haddad sobre violência

Redação

08 Junho 2009 | 12h12

O ministro Haddad disse ser partidário da educação em tempo integral como um dos meios pra combater a violência na escola. Segundo ele, esta ideia de período integral rende bons frutos e permite ocupação de espaço público externo à escola, como praçase clubes. “Chegou o momento da escola tomar o espaço e não de ser tomada pelo que vem de fora (como a violência). A escola tem de sair dos próprios muros e ocupar este espaço público, externo a seus próprios muros”, disse.

Paulo Renato disse que há dois tipos de violência: a que nasce dentro da escola e a externa, considerada a mais difícil: “Ela invade. É o tráfico, as gangues”.

O secretário falou de algumas medidas para combater a violência no Estado. “Nós acabamos de lançar plano de segurança nas escolas que criamos um local na internet onde tem dois tipos de registros: diretor pode registrar ocorrência e o segundo, onde qualquer pessoa anonimamente pode também, uma espécie de disque-denúncia”.

Sobre a intervenção da PM na USP, Paulo Renato preferiu não comentar o assunto. “Eu sou secretário de Educação e aqui em São Paulo as universidades não estão sob a nossa jurisdição. Se eu fosse um simples deputado, eu opinaria, mas como secretário não posso dar opinião sobre temas afetos a outra área e especialmente a uma instituição que tem autonomia universitária.”


Na semana passada, professores da USP decidiram aderir à greve iniciada pelos funcionários há quase um mês. O impasse na USP agravou-se no dia 25, quando funcionários e estudantes ocuparam a reitoria e outros prédios. A reitoria recorreu à Justiça, pedindo a reintegração de posse das instalações.