Em tempo real: manifestação contra PM na USP
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Em tempo real: manifestação contra PM na USP

Redação

10 Novembro 2011 | 16h56

* Por Carlos Lordelo

Foto: @nerwosa

19h13 – Após cerca de duas horas de passeata, manifestantes completam a volta e chegam ao Largo de São Francisco. Alguns ergueram uma faixa na sacada, onde se lê: “Rodas: o saber não aceita polícia”

19h02 – Manifestantes estão completando a volta e se aproximam da SanFran, faculdade de Direito da USP. Diante do prédio da Prefeitura, lembraram do aumento das passagens de ônibus: gritando “3 reais não dá, eu quero passe livre, passe livre já”

18h53 – Manifestantes passam em frente à Estação Anhangabaú do metrô.  Ao lado da Biblioteca Mário de Andrade, há um trailer da polícia. Manifestantes exibem cartazes, mas policias conversam entre si e não se importam. Os cartazes dizem “repressão a gente vê por aqui”, “movimento social não é caso de polícia”, e “crimes de maio de 2006”, em referência às ações contra o PCC. Um manifestante deixa esse último cartaz no chão, em frente ao trailer. Um policial vai para dentro do trailer, traz um copo d’água e molha o cartaz no chão. Depois, pega o cartaz, amassa e joga no lixo.

18h44 – Na Av. São Luís, um motoboy diz para o outro: “tem que descer o pau mesmo, mano”. Manifestação agora é em frente à Biblioteca Mário de Andrade.

18h39 – Uma moça se ajoelha na Avenida São Luís e grita “nós somos os 99%!”, em referência aos movimentos inspirados no “Ocupe Wall Street”.

18h38 – Confusão entre manifestantes e motoboys. Há bate-boca agressivo. Dois agentes da CET tentam acalmar os ânimos. Os motobys não chegam a descer das motos. Ao fundo da passeata, uma moto, um carro e uma camionete da CET.

18h30 – Cerca de 5 mil pessoas, segundo os manifestantes, chegam agora à Avenida São Luís

18h11 – Na altura do nº 600 da Av. São João, manifestantes são aplaudidos por pessoas do lado de dentro de prédios ocupados. Apoio mútuo entre os movimentos.

18h10 – Manifestantes andam na Av. São João, prestando apoio aos movimentos que ocupam prédios no Centro. Gritam: “ocupa, ocupa!”

17h58 – Manifestantes dão a volta no Theatro Municipal. Chega um mendigo e pergunta para este repórter: “eles estão pedindo pela saúde do Lula?”

17h47 – Os estudantes chegaram à Rua Líbero Badaró. Estão distribuindo folhetos, denunciando que a USP está sendo privatizada, por uma política de governo. Eles aparentemente não estão tendo sucesso no convencimento das pessoas. Um dos líderes da manifestação, que diz estar sendo ameaçado de expulsão da USP, parou há 15 minutos para argumentar com duas pessoas na Ladeira Porto Geral.  Ele lembrou que a PM já estava presente no câmpus no dia que o aluno Felipe Ramos de Paiva foi assassinado. Quando o líder sai, um dos dois comenta: “Eles querem é que a droga seja liberada. Se não fossem esses playboys, não haveria tráfego.”

17h45 – Parte de trás do grupo de alunos dança na Rua Líbero Badaró, ao som de violões, pandeiros e flautas. Um deles veste um moletom onde se lê “USP Lazer e Turismo”. Enfurecidos, motoboys detidos pela passeata aceleram fundo e ameaçam furar o bloqueio. Um funcionário da CET tenta acalmar os ânimos.

17h28 – Manifestantes passam em frente ao Largo do São Bento, gritando: “ah, mas que vergonha / acham que a greve é por causa da maconha”

17h19 – Manifestantes param e se concentram em frente ao Pátio do Colégio

17h01- Polícia bloqueia trânsito perto da Praça João Mendes para impedir passeata de prosseguir. Cerca de 50 motoboys também não podem passar. Manifestantes gritam: “João Grandino, a culpa é sua / Hoje a aula é na rua” e “Polícia não, educação!”. Eles fazem referência aos movimentos estudantis no norte da África, Chile e Grécia.

16h50 – Grupo com parte dos 72 detidos na Reitoria lidera os manifestantes da USP, que andam agora na Sé

16h30 – Alguns dos manifestantes presos na Reitoria fazem agora um cordão humano em frente à Faculdade de Direito da USP

16h – CET não libera acesso de ônibus e ato de alunos da USP no Centro atrasa