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Em Florianópolis, candidato espera que novo Enem ‘repare erros’

Redação

15 Dezembro 2010 | 15h29

FLORIANÓPOLIS – Dos 202 candidatos convocados a prestar a nova prova do Enem, cerca de 50 compareceram ao Colégio Estadual Getúlio Vargas, em Florianópolis, um dos locais nas 42 cidades catarinenses onde ocorre a prova. Conforme informação do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aos faltosos prevalece o índice da nota obtida na primeira prova sem qualquer tipo de prejuízo.

Entre os que comparecerem, alguns achavam desnecessária a realização de uma nova prova. “Notei algumas questões repetidas e perguntas e respostas que não batiam. Mas não estou preocupado com o Enen, o meu foco é a UFSC”, comentou Nathan Rauter Godinho, 18 anos, referindo-se ao vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina que acontecerá no próximo domingo, 19.

De acordo com o Inep, nos estados do Paraná e Santa Catarina mais de 60% dos candidatos foram prejudicados. Já o candidato Ramon Almeida, 18, que entrou com um recurso à realização de um novo exame destacou, antes de entrar para uma das seis salas de provas, que foi bem na primeira versão do exame, porém poderia se sair um pouco melhor não fossem as ausências de questões e a compatibilidade do gabarito com as respostas identificadas.

“Me senti muito prejudicado e espero que esta prova possa reparar os erros da primeira”, disse Ramon, que acha que o Enen poderá ajudá-lo a conquistar uma vaga no curso de engenharia mecânica da UFSC. “Deixei pelo menos umas dez questões em branco. Gabarito confuso e houve troca de provas. Tomara o nível das questões seja mantido e que se faça justiça a quem de alguma forma ficou prejudicado”, afirmou Estela Costa, 18 anos, moradora do bairro Jurerê, em Florianópolis.

Entre os poucos que compareceram, a jardineira e diarista Marli Lauckseen, 51 anos, deixou de realizar a prova por causa de três minutos de atraso. Ela deslocou-se de Garopaba, balneário do litoral sul do Estado, e alegou complicações no trânsito. “Perdi a prova, mas vou ficar aqui fora na torcida para que o Enen não erre de novo. Não fui tão mal na primeira prova e se eu não passar pelo Enen ou pelo vestibular da UFSC, tento no ano que vem de novo”, contou a candidata que há quatro anos e meio trabalha com jardinagem e trabalhos domésticos.

(Júlio Castro, Especial para o Estadão.edu)

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