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Diretor pedagógico da Oficina do Estudante diz que Enem não teve pegadinhas

Redação Estadão.edu

03 Novembro 2012 | 20h31

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, considerou o Enem 2012 a melhor edição desde a reformulação da prova. “O exame atende bem o objetivo de avaliar o domínio do conteúdo do ensino médio”, afirma. Para ele, chamou a atenção a presença de vários textos filosóficos fundamentando as questões. Platão, Kant, Maquiavel, Montesquieu e Maquiavel são alguns dos pensadores que foram encontrados pelos alunos no primeiro dia de prova neste sábado, 3. “O aluno, apesar disso, não precisava conhecer os autores a fundo para responder”, avalia.

Para os professores da Oficina do Estudante, a questão 49 da prova amarela, de física, foi a mais problemática e precisa ser revista. Segundo ele, se o candidato fizesse o cálculo pelo comprimento de onda chegaria a um resultado. Caso a conta fosse pela velocidade, a resposta seria outra.

Segundo Tasinafo, os textos estavam grandes, mas foram compensados pela concisão das respostas. “A maioria das alternativas tinha uma linha, eram bastante diretas”. O professor ainda elogiou a cobrança de temas atuais, como poluição atmosférica, manejo do solo e acúmulo de lixo.

Para ele, não houve pegadinhas na prova, apesar da reclamação de candidatos com menos preparo. O professor ainda lembrou que a interpretação continua com peso bastante forte no Enem. “O vocabulário era de nível médio a alto, bem diferente do que os jovens costumam usar nas redes sociais”, diz.