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Cursinhos elogiam vestibular da FGV: ‘Provas tinham DNA da instituição’

Redação Estadão.edu

05 Junho 2011 | 21h06

Os cursinhos Objetivo e Etapa divergem quanto à correção de 3 das 60 questões do módulo objetivo do vestibular de inverno para o curso de Administração da FGV em São Paulo. O exame foi aplicado neste domingo, 5.

Para o Objetivo, as respostas das questões 44, 52 e 53 são, respectivamente, a, d e b. Já o Etapa diz que as opções corretas são c, c e e, nesta ordem.

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O processo seletivo da FGV oferece 200 vagas para ingresso no segundo semestre na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV).

Hoje de manhã, os candidatos responderam a 60 questões do módulo objetivo, compreendendo matemática; língua portuguesa, literatura e interpretação de textos; língua inglesa e interpretação de textos; e Humanas (história, geografia e atualidades).

À tarde, os estudantes resolveram prova discursiva de matemática aplicada e escreveram uma redação em língua portuguesa.

Segundo os coordenadores do Objetivo e do Etapa, o vestibular foi de nível médio e teve questões bem formuladas. Veja mais comentários abaixo.

A resolução oficial da prova de matemática aplicada do módulo discursivo e o gabarito do módulo objetivo serão divulgados na quarta-feira, 8, às 18h, no site do processo seletivo (http://www.fgv.br/processoseletivo/).

O resultado do vestibular seletivo sai dia 2 de julho.

MÓDULO OBJETIVO

Matemática

A prova foi simples, na avaliação dos professores. Com perguntas bem formuladas, os testes não exigiram muitas contas. “Questões sobre matemática financeira e baseadas em estatísticas são clássicas no vestibular da FGV”, diz Marcelo Dias Carvalho, do Etapa.

Língua portuguesa, literatura e interpretação de textos

Questões bem formuladas, com pouco peso para gramática e voltada a analisar o domínio da língua pelo candidato. Em literatura, exigiu-se conhecimento das escolas literárias. “Uma prova de ótimo nível, adequada ao nível do aluno que presta para a FGV”, diz Vera Lúcia Antunes, do Objetivo.

Língua inglesa e interpretação de textos

Com dois textos longos, extraídos das revistas The Economist e The New Yorker, e perguntas em inglês, exigiu vocabulário de alto nível. “Foram testes de excelente qualidade. O candidato precisava ter bom conhecimento da língua para respondê-los”, diz Marcelo Dias Carvalho, do Etapa.

Humanas

A questão mais complicada era sobre a reforma política, em discussão no Congresso. “O candidato precisava estar acompanhando a discussão para poder responder. Exigia um conhecimento muito específico”, diz Marcelo Dias Carvalho, do Etapa.

Os professores afirmam que a prova cobrou pouco conteúdo de história, mas elogiaram a escolha do texto da questão 48, publicado na Revista Novos Estudos Cebrap.

Em geografia, o exame versou sobre temas bem atuais – agricultura familiar, fontes de energia, importância da China e meio ambiente, por exemplo. Cobrou, ainda, conhecimentos sobre a Primavera Árabe, como é chamada a onda de revoluções no mundo árabe. “Explorou conhecimento geográfico aplicado ao que está acontecendo no mundo”, diz Vera Lúcia Antunes, do Objetivo.

MÓDULO DISCURSIVO

Matemática aplicada

Todas as dez questões tinham dois itens. De maneira geral, foi uma prova mais trabalhosa que a de matemática realizada pela manhã. Explorou matemática financeira, probabilidade e números complexos, entre outros assuntos. Destaque para o crescimento do conteúdo relacionado à geometria. “Dá para ver o DNA da FGV nesta prova”, diz Marcelo Dias Carvalho, do Etapa.

Redação

Barbárie e humanismo na Europa contemporânea foi o tema da redação, considerado simples pelos professores ouvidos pelo Estadão.edu.

“Os alunos devem ter amado o tema. Eles tinham de falar sobre algo que estudaram e veem na mídia com bastante frequência”, diz Vera Lúcia Antunes, do Objetivo.

Para Marcelo Dias Carvalho, do Etapa, bastava ao candidato lembrar de fatos atuais e associar ao conhecimento histórico para escrever a redação. “Ele teve facilidade para argumentar.”

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