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Cursinho da Poli comenta prova da Fuvest aplicada hoje

Redação Estadão.edu

10 Janeiro 2011 | 21h59

Os professores do Cursinho da Poli comentaram as 20 questões dissertativas da prova da Fuvest realizada nesta segunda-feira, 10. O exame abrangeu conteúdos de todas as disciplinas do ensino médio. Confira!

Matemática

Segundo o professor Eduardo Izidoro, as questões 1 e 2 foram “bem tranquilas”. A primeira, com três itens, era sobre análise combinatória. “Foi uma questão clássica, que poderia ter caído até mesmo na 1ª fase”, disse. A questão 2, que também tinha três itens, cobrou conhecimentos de geometria analítica.

Sobre as questões 16 e 19, que também pediram matemática, Izidoro teceu duras críticas. “O item c da questão 16 era de matemática, mas os itens a e b eram de português. É isso que a Fuvest chama de interdisciplinaridade?”, questionou o professor. “Esse negócio de interdisciplinaridade é uma picaretagem. Não estão acertando a mão.” Na questão 19, sobre débito cardíaco, o item b era para ser respondido com matemática. “A física era só um pano de fundo, e a matemática, uma ferramenta.”

Física

Para o professor Sergio Luiz Fernandes, a prova ficou limitada em cobrar apenas conhecimentos de mecânica, com um leve toque em conceitos de termodinâmica na questão 3. “Dava para fazer sem maiores problemas”, disse.

Na questão 3, sobre conservação de energia, os itens a e b perguntavam coisas de física. “Nada complicado. Foi uma questão que se a pessoa tivesse lido com cuidado conseguiria responder. E precisava ter, pelo menos, conhecimento de transformação de unidades.”

A questão 4 envolvia forças – elástica, tração e de atrito – e trabalho. “Uma questão básica, essa”, definiu Fernandes.

As questões 17 (item b) e 19 (item b) também cobraram física e trigonometria básica. “Resumindo, a prova poderia abordar outras coisas, como eletricidade e óptica.”

Química

O professor Hamilton Bigatão elogiou as questões de química que caíram na prova desta segunda-feira. “Seguiu o ritmo da 1ª fase, aumentando o nível de dificuldade e contextualizando as perguntas”, disse”. “Acho que as notas de corte da 2ª fase também devem cair. Amanhã, a prova deverá ser ainda mais difícil.”

As questões 5, 6, 18 e 20 cobraram química. “A questão 3, que parece ser de química, pode ser de qualquer coisa – de matemática ou física”, explicou Bigatão. Os conhecimentos abordados foram dos temas grau de ionização de ácidos, tabela periódica, química orgânica, reações e equilíbrio químico.

Biologia

“Salvo o item b da 7ª questão, que estava controverso, a Fuvest está de parabéns, porque conseguiu tornar interdisciplinar as matérias de ciências da natureza”, avaliou o professor de biologia Eduardo Leão.

A questão 7, segundo professor, embora fale de pH, exige conhecimentos sobre processos biológicos – respiração, fotossíntese e decomposição. E o item b, para Leão, é controverso porque não fornece informações importantes para responder à pergunta. “Ele não fala, por exemplo, qual a situação inicial do pH do aquário: se neutro ou ácido”, disse. “Isso pode ter deixado o candidato com dúvida.”

Para o professor, a questão 8, sobre metodologia científica, trata de um tema pouco abordado nas salas de aula do ensino médio. “Mas era relativamente simples de fazer.” O item b da questão 15 também era de química. Falava da adaptação das plantas a ambientes secos.

História

O professor Elias Amorim ressaltou que a prova não teve nada de história do Brasil, assim como ocorreu na 1ª fase do vestibular. “Provavelmente esse conteúdo será cobrado amanhã, nas provas específicas”, afirmou.

“As questões foram bem tradicionais: texto e pergunta. Nada de imagem ou letra de música”, disse Amorim, para quem a prova foi de nível médio de dificuldade. O exame tratou desde terremotos (questão 9) até os impactos da Revolução Industrial (questão 10). Já a questão 17 comparava o funcionamento de uma montanha russa ao desenvolvimento do capitalismo.

Geografia

As questões 11 e 12 traziam mapas do Brasil com informações sobre densidade demográfica, taxa de crescimento e processo de formação das cidades do País. “São temas clássicos da geografia. A 11 era de fácil resolução, e a 12, um pouco mais difícil, porque misturava com conhecimentos de geografia”, disse o professor Rui Calaresi.

Já a questão 15, sobre ventos alíseos, foi considerada de nível médio de dificuldade pelo professor. “E o item c da questão 20, sobre as consequências sociais da exploração da borracha na Amazônia, aborda um tema bastante trabalhado no ensino médio, quando falamos sobre migrações.” afirmou Calaresi.

“Acho que teve poucas questões de geografia, contando a quantidade de conteúdo que a Fuvest exige. E trouxe temas bem restritos – basicamente a questão demográfica e a urbana.”

Inglês

Na opinião da professora Lúcia Helena Matias de Souza, as duas questões de português, que só cobravam interpretação de texto, tinha vocabulário de intermediário para avançado. “E apesar do vocabulário relativamente difícil, o aluno com prática de leitura conseguiria responder.”