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Na Summit, currículos diferentes para jovens diferentes

Redação

04 Abril 2013 | 12h31

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Diane Tavenner, cofundadora e CEO da Summit Public Schools. Foto: Sérgio Castro/Estadão

A rede de escolas públicas Summit, na Califórnia, mescla educação baseada em projetos, ensino híbrido (blended learning) e trabalha o projeto de vida de cada aluno. Em linhas gerais, a instituição, voltada ao ensino médio, prepara os estudantes para entrar e conseguir acompanhar a faculdade.

Ao ser admitido por uma escola Summit, cada jovem monta o seu próprio plano acadêmico. Ele define onde quer chegar e, a partir disso, os professores lhe orientam para que ele atinja o objetivo. Por meio de plataformas digitais, os docentes sabem, em poucas semanas, qual o nível de proficiência de cada estudante e o que deve ser trabalhado para que ele entre na universidade. “Ao longo do ano, conseguimos dar a cada estudante um feedback sobre o seu desempenho”, diz Diane Tavenner, fundadora e CEO da Summit.

De acordo com Diane, a escola foi pensada para driblar o modelo de ensino vigente. “Grande parte das escolas que temos hoje são desenhadas tal qual uma fábrica, onde os alunos são colocados em uma linha de montagem e a ela devem se ajustar. Ao final, inevitavelmente, muitos desses jovens reúnem defeitos e, pela lógica da sociedade, serão eliminados.”

Na Summit, todo conteúdo é trabalhado de acordo com a necessidade de cada estudante. São eles que direcionam o próprio aprendizado. “Precisamos de escolas que foquem em cada indivíduo, em seus interesses e seus sonhos. Eles querem professores que sabem quem são e também o que podem se tornar.”

A primeira escola Summit surgiu há dez anos. Desde então, 100% de seus alunos cumpriram todos os pré-requisitos para se candidatar a uma vaga em um curso superior. Na Califórnia, essa média é de 24% entre alunos de escola pública. Entre ex-alunos, 55% terminaram o curso superior no tempo esperado, taxa que é o dobro da média nacional.

Para saber mais da Summit, leia esta reportagem do Estadão.edu.

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