Crise do euro está em jogo – literalmente
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Crise do euro está em jogo – literalmente

Redação

17 Fevereiro 2012 | 21h22

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Um jogo em Flash desenvolvido por dois brasileiros busca ensinar um pouco sobre a atual crise econômica da Europa. No A Pequena Grande Crise 2, o jogador assume o papel de líder da União Europeia e tem a simples missão de salvar a zona do euro. Ele ganha a ajuda de dois consultores, um certo Ex-Imperador Putz, de suspeitos 65 anos, amante da guerra, e Mandrak de Bahamas, um bacharel em Direito de 50 anos (“sim, nós podemos!”). Alguns conselhos de Putz são úteis (“é melhor atuar com aliados”), outros nem tanto (“recomendo um helicóptero jogando dinheiro pela Europa”). Putz é mais pró-Alemanha, enquanto Bahamas prefere manter a autonomia dos PIIGS.

A cada fase, o jogador pode escolher entre duas alternativas. Vídeos curtos e notícias de jornal apresentam as consequências das decisões. Todas as vozes foram dubladas pelos criadores, os economistas Richard Rytenband, de 31 anos, e Felipe Okazak, de 30. “Fizemos em menos de um mês”, conta Okazak. Além do Flash, eles usaram o Photoshop para tratar imagens e os programas Sound Forge e Ableton para as vozes e músicas.

Para Rytenband, “o jogo é uma continuação de ‘A Pequena Grande Crise’, que lançamos em 2008. Este é para explicar como uma crise tem ligação com a outra”.

São três finais possíveis (atenção: aqui vão spoilers). No melhor cenário, a zona do euro fica mais coesa com a aprovação de uma regra para punir os perdulários, e os emergentes ganham mais peso no FMI em troca de injetarem dinheiro na Europa. Num final “intermediário”, os PIIGS são expulsos e a Alemanha lidera uma nova zona do euro. No pior final possível, a Alemanha abandona a zona do euro e volta a usar o marco alemão. Foi justamente o final obtido por este repórter, na primeira vez em que jogou.