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Coordenador do Anglo considera primeira fase da Fuvest mais difícil que a do ano passado

Redação Estadão.edu

25 Novembro 2012 | 21h50

* Por Rafael Abreu, especial para o Estadão.edu

A impressão do Coordenador-geral do Anglo, o professor de física Luis Ricardo Arruda, é de que a prova da primeira fase da Fuvest foi bastante difícil, sendo as questões de física, matemática, geografia e literatura as de maior complexidade. “Outras matérias foram medianas, mas essas foram as mais complicadas”, explica. Segundo ele, a prova foi consideravelmente mais trabalhosa que a do ano passado.

As questões de matemática e física foram consideradas difíceis porque suas soluções envolviam mais que um raciocínio lógico. A maioria exigia que o aluno resolvesse os problemas em duas, três ou quatro etapas. “Um iniciante não consegue fazer isso”, esclarece Arruda.

No que diz respeito a geografia, foi a abrangência dos enunciados que fez com que as questões fossem consideradas difíceis. “De cada tema, eles exploraram todas as possibilidades, o que acaba exigindo do aluno um domínio total do assunto, em vez de uma competência específica”, afirma o coordenador.


Nas questões de literatura, por outro lado, foram os enunciados os responsáveis pelo grau elevado de dificuldade. “Estão muito tortuosos, prolixos. Muitas questões apresentaram um viés de enunciado desnecessariamente complicado”, comenta o professor. Para Arruda, a construção das questões acabou complicando conteúdos que, de outra maneira, poderiam ser considerados fáceis.

Prova nota 10. Independente do quão difícil a prova tenha sido, Arruda acredita que a Fuvest deu um “exemplo de como se faz uma prova”. “Não havia nada fora do programa, nenhuma particularidade, nenhum detalhe irrelevante. Uma prova de alto nível, nota dez”, explica o professor, acrescentando que a prova foi capaz de apresentar uma amostra conveniente e significativa de cada uma das matérias cobradas.

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