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Convidados respondem: O que aconteceu com o prestígio, preparo e respeito dos nossos professores?

Redação

08 Junho 2009 | 10h46

Na abertura do debate, o ministro da Educação, Fernando Haddad, citou os últimos dados do censo do professor e disse que, apesar de melhorias significativas na área, os indicadores de qualidade de ensino ainda encontram-se em situação bastante desfavorável. “A minha impressão inicial é de que não devemos falar de formação desconectada de outra questão, que é a da carreira, do magistério, estão absolutamente interrelacionadas- formação e valorização do professor, o que passa evidentemente pela perspectiva profissional do jovem que hoje está escolhendo sua profissão”, afirmou.

Haddad apontou o problema de falta de investimento na área. “Em 1988, Brasil deu um passo importante e fez do direito à educação um direito subjetivo. Ou seja, pavimentou o caminho da universalização. Mas uma das questões chave na minha opinião é que este movimento não veio acompanhado do aumento do investimento em educação. Nós tivemos a universalização sem o correspondente que é o aumento do financiamento. Estamos atendendo 98% das crianças no fundamental, mas isso não significa que nós tenhamos, em termo de custo aluno seguido o mesmo caminho de outros países que é garantir a qualidade- que passa pelo salário inicial do professor e a sua formação continuada”, disse.

O último censo do professor mostrou que 17,5% dos docentes atuam sem formação adequada, a maior parte no ensino fundamental (turmas de 1ª a 8ª séries). O Brasil tem cerca de 1,872 milhão de professores no ensino básico.

Em seguida, falou Paulo Renato. “O tema formação de professores é individualmente tema que constitui o maior desafio para melhoria da qualidade de educação no nosso Pais”, disse.


Para o ex-ministro, houve um avanço significativo na formação formal dos professores que não se traduziu em melhoria de desempenho dos alunos.