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Comissão vai analisar se questões devem ser anuladas, diz Mercadante

Carolina Stanisci

04 Novembro 2012 | 20h48

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que uma comissão vai decidir sobre a anulação de questões do Enem consideradas problemáticas por professores de cursinhos.  Ontem docentes do Objetivo defenderam a anulação de duas questões. “Estamos seguros da capacidade das pessoas que elaboraram as provas. Mas uma comissão vai avaliar essas questões”, disse Mercadante, que recebeu os parabéns da presidente Dilma Rousseff depois de passar um relato sobre a realização do Enem “como ela gosta, com todas as casas decimais”.

Professores ouvidos pelo Estadão.edu fizeram reparos a cinco questões das provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza do Enem, aplicadas ontem. Dois testes de física são os mais problemáticos. Etapa e Oficina do Estudante contestam o item 49, da prova amarela; Etapa e Objetivo também criticam a questão 51 da mesma prova. Professores do Objetivo defendem o cancelamento da questão 51 e da 20, de história.

Na questão 20, o aluno deveria analisar um mosaico e inferir qual característica política romana estava presente na figura. “Havia duas possibilidades de resposta correta”, comenta o professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo. “As respostas sobre imperialismo e diversidade dos territórios poderiam ser consideradas corretas. Isto pode ser questionado.”

O item 51 envolvia a densidade de um legume. Na pesquisa da internet mencionada na questão a densidade do legume é metade da densidade da água. O mesmo enunciado, entretanto, diz que o legume fica um terço para fora da água quando submerso. “Essa pergunta é totalmente furada”, diz o professor de física do Objetivo Ricardo Helou Doca. “O aluno que privilegiou a parte final do enunciado se deu mal.”