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Chuva obriga alunos a refazer Enem no Acre

Carolina Stanisci

04 Novembro 2012 | 19h56

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que alunos do Acre farão de novo o Enem por causa de problemas provocados pela chuva.  “Em cinco cidades tivemos problemas com chuvas no finalzinho do exame. A situação que nos preocupa é Amargosa, na Bahia, onde a escola foi destelhada. Os alunos poderão fazer nova prova em dezembro, assim como alunos sabatistas de Rio Branco, no Acre, que sofreram com falta de energia na noite de ontem.” Cerca de meia hora depois da entrevista do ministro, o MEC informou que a situação em Amargosa e em outras três cidades baianas tinha sido contornada, sem prejuízo para os candidatos.

Mercadante lamentou a desclassificação de estudantes que postaram imagens em redes sociais durante o exame. “Tivemos 37 casos ontem e 28 hoje de jovens que utilizaram instrumento eletrônico para postar mensagem durante a prova. Perderam oportunidade. Depois de toda divulgação que teve… Infelizmente, foram prejudicados. Comparem com a Pâmela, que estava perto de parir…”, disse, referindo-se à estudante Pâmela Oliveira, ex-sem-terra, que perdeu o exame porque deu à luz momentos antes da prova, numa escola de Sidrolândia (MS).  “A seriedade tem que ser compartilhada.”

Mercadante prometeu se empenhar para punir internautas que espalharam boatos sobre o cancelamento do Enem. “Vamos avaliar juridicamente a questão, ver se é possível enquadrar na lei que prevê punição contra ato de concurso público. É preciso aprimorar legislação dos concursos” , disse. “A origem do processo foi em Campinas. A PF está investigando.”

O ministro mostrou alívio com o saldo do exame.  “Não tivemos nenhuma fraude, nenhum indício que pudesse arranhar a seriedade do Enem”, disse.  “A prova foi muito qualificada. Esperamos no dia 7 divulgar o gabarito de todas as questões.”

“Quase todo o exame aconteceu como estávamos prevendo. Só o caso da Pâmela que não estava previsto”, disse Mercadante. “Aprendemos com as experiências anteriores. Tivemos alguns incidentes. Não dá para colocar em cada escola uma parteira para acompanhar a questão.”

* Atualizada às 21h07