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Choque térmico no interior da Finlândia

Redação

16 Dezembro 2011 | 20h14

* Por Lillian Vilas Boas, de 15 anos. Cursa o ensino médio em Salvador (Bahia) e faz intercâmbio na Finlândia desde agosto pela American Field Service

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“A minha grande experiência começou na madrugada do dia 18 de agosto. Com quase 50 quilos de bagagem e outros tantos de coragem, deixei Salvador para embarcar para o mundo. Antes de chegar a Helsinki, na Finlândia, tive que parar no Rio, Madri e Bruxelas. Meus acompanhantes foram os outros dois intercambistas brasileiros que tiveram a mesma exótica e inexplicável (nenhum de nós consegue justificar o porquê) decisão de escolher a terra do Papai Noel como destino. Embora extremamente tranquilos e conscientes, o assunto durante a viagem era sobre como tudo mudaria dali em diante.

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Depois de mais de 40 horas viajando, eu atravessei o portão de desembarque com a sensação de que a “ficha” finalmente cairia. Engano meu, porque assim que olhei pra frente e vi minha família hospedeira me esperando, tive a sensação de que estava em casa. Abracei todos e, na hora, nem pensei se haveria alguma diferença nos cumprimentos (mais tarde descobriria que apertos de mão são mais comuns num primeiro momento).

Um_dia_ensolarado_entre_v__rios_nublados.jpg

Meu pai, mãe, três irmãs e eu dirigimos por cerca de uma hora do aeroporto de Helsinki-Vantaa até a minha cidade, Loppi, numa escuridão absoluta (não existem postes iluminando as rodovias) e numa neblina que me fez achar que ainda estava no avião, entre as nuvens.

Uma_lembrancinha_finlandesa_para_os_brasileiros.jpg

A primeira coisa que fiz quando cheguei ao meu novo lar foi, antes de qualquer outra coisa, tirar os sapatos. Todas as casas têm uma pré-sala só para sapatos e casacos. Depois, minha família me mostrou o meu quarto e os outros cômodos, feitos de madeira e com uma decoração bem nórdica.

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Mas o que eu queria mesmo era tomar um banho, porque, depois da exaustiva viagem, me sentia um zumbi. Achei que nunca ia chegar ao banheiro, porque já tinha atravessado a casa inteira, mas depois da área de serviço encontrei não só um banheiro, mas também uma sauna! Obviamente já tinha ouvido falar que os finlandeses têm uma fixação por saunas, mas nunca imaginei que teriam uma dentro de casa, muito menos no banheiro! Minha família usa a sauna cerca de três vezes por semana, mas no colégio já conheci pessoas que vão todo santo dia se esquentar em temperaturas que variam de 40 a 80 graus!

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Na primeira semana conheci as redondezas e fui para a casa de campo de amigos da família. A Finlândia é um país com milhares de lagos, e quase todas as famílias têm esse tipo de residência perto de um. Lá, fui para a sauna com intensos 80 graus e, como tradição, me joguei nos “agradáveis” 10 graus do lago. Enquanto a água não congela, a diversão por aqui é sofrer esse choque térmico ao nadar nos lagos.

Depois_da_sauna_E_do_lago.jpg

Foi difícil não se apaixonar pelas paisagens coloridas do outono, a tradição da sauna, as refeições cheias de pães, vegetais, carnes e doces e o povo extremamente receptivo da terra da Aurora Boreal. Abraços finlandeses!”

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