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Chapas se enfrentam em última rodada de debate para DCE

Redação

26 Março 2012 | 19h25

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

Diversas unidades da USP sediaram nesta segunda-feira a última rodada de debates entre as chapas que concorrem ao DCE. As eleições começam nesta terça e vão até quinta, 29.

Acompanhe os melhores momentos do debate realizado nesta noite  na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

22h20. Acaba o debate aqui na SanFran. Amanhã começa a tão esperada votação para o DCE da USP. Continue nos acompanhando.

21h09. Universidade Em Movimento e Quem Vem Com Tudo Não Cansa afirmam que o congresso pode ser propulsor para a estatuinte da USP. Para a primeira, será também o momento de debater as cotas raciais na universidade. A segunda propõe uma Comissão da Verdade na universidade para discutir crimes da ditadura.

27 de Outubro não tem ainda proposta unitária sobre o congresso e afirma que é uma vergonha a chapa Reação usar a morte do estudante da FEA Felipe Ramos de Paiva para falar sobre a PM no câmpus. Segundo eles, o reitor queria a presença da polícia desde 2009.

Não Vou Me Adaptar foge da pergunta e defende que todos os investimentos na USP sejam públicos. Segundo eles, acordo fechado entre Faculdade de Veterinária e agronegócio na semana passada não poderia ter acontecido.

21h00. Mais uma pergunta: “A chapa vencedora será responsável por realizar o 11º Congresso da USP. Qual é o plano de cada uma das candidatas?”

20h58. Para 27 de Outubro, a criminalização dos movimentos sociais é um debate “seríssimo”.  Reação diz que professor da Letras foi agredido ano passado e que piquete e agressão continuam sendo crimes mesmo sem o decreto de 1972. “Vocês estão criminalizado o ato de ter aula”, provoca a Reação.

Representantes da Universidade Em Movimento afirmam que o professor foi agredido por aluno em surto psicótico. “Não é colocando like e dislike no Facebook que vocês vão mudar o mundo”, respondem.

Segundo Quem Vem Com Tudo Não Cansa, Rodas trata a Cidade Universitária como uma bolha e afirma que a segurança da USP deve ser integrada com o resto da cidade.

Não Vou Me Adaptar diz: “Quem está realizando crimes na universidade é o reitor. O papel do movimento estudantil é defender cada aluno perseguido”.

20h46. A plateia poderá fazer mais três perguntas. Um aluno questiona: “Os estudantes devem ser responsáveis por aquilo que fazem?”

20h43.  Não Vou Me adaptar começa respondendo. Para eles, USP deveria ser para todos; defendem eleições diretas para reitor. Segundo a 27 de Outubro, a missão de Rodas é reprimir os movimentos com o intuito de privatizar a universidade.

Enquanto a chapa Reação é constantemente provocada pela plateia, Universidade Em Movimento propõe plebiscito como forma de consultar estudantes. De acordo com Quem Vem Com Tudo Não Cansa, a congregação rediscutirá nesta quinta-feira o status de persona non grata do reitor.

20h33. Última pergunta da plateia:  “Na SanFran o reitor é persona non grata. Como as chapas vão combater o projeto dele?”

20h30. Universidade Em Movimento prega que o movimento estudantil seja ativo em todos os cursos e não apenas “com as pessoas iluminadas da FFLCH”. Para que isso aconteça, eles acreditam na reunião dos Centros Acadêmicos como forma de reaproximar a política dos alunos.

Para Reação, alunos de faculdades distantes (como a SanFran e a unidade Piracicaba)  não podem ir às assembleias marcadas tarde da noite no Butantã. Não Vou Me Adaptar discorda e diz que a democracia deve ser participativa, construída com debates nas bases.

27 de Outubro rebate a chapa Reação, dizendo que  “momento de greve é momento de debater, e não de ir para casa dormir”. Por fim, afirma que a concorrente está ligada a partidos da ditadura.

Quem Vem Com Tudo Não Cansa finaliza: “A urna tem decisões fechadas. Nas assembleias formamos decisões.”

20h20. Terceira pergunta da plateia: Quais as alternativas ao modelo de assembleias?

20h15. 27 de Outubro diz não querer nem dialogar com a Reação, que responde:  “As outras chapas não querem apenas autonomia da reitoria, mas da realidade.”  Para Universidade em Movimento, Reação tem discurso cínico e só aparece no movimento estudantil na hora da eleição.

Segundo Não Vou Me Adaptar, Rodas foi escolhido pelo PSDB para colocar a USP em rankings internacionais a qualquer custo. “Não adianta um homem, um voto. A política acontece nas assembleias”, afirma.

20h11.  Segunda pergunta da plateia: “Qual a vinculação da Reação com a reitoria?”

20h05. A Reação responde: “A democratização foi a razão da criação da chapa. Antes de encaminhar qualquer proposta, a chapa quer ouvir os setores da universidade”. Para a chapa Não Vou Me Adaptar, a eleição para reitor deve ser direta. “Professores, alunos e funcionários devem ter mais peso nos conselhos universitários.”

Os representantes da Universidade Em Movimento dizem que o estatuto da USP não segue a Lei de Diretrizes e Bases e defendem eleições com pesos iguais para os votos dos professores, estudantes e funcionários.

“O estatuto é anticonstitucional porque alunos eliminados não podem fazer o vestibular novamente”, afirma a 27 de Outubro.

Por fim, a Quem Vem Com Tudo Não Cansa diz que voto paritário já foi conquistado em outras universidades.

19h53. Começa a rodada de perguntas. A plateia poderá propor quatro questões a qualquer uma das chapas. E a primeira pergunta é:  “O que as chapas têm a propor para o estatuto da USP?”

19h50. Representante da Quem Vem Com Tudo Não Cansa diz:  “O DCE precisa estar mais próximo dos estudantes.”

19h46. Não Vou Me Adaptar diz que Reação é a chapa que bate palmas para Rodas. “O que está em jogo é a defesa de um DCE livre da reitoria”, afirmam.

19h40. Em sua fala, representantes da chapa Universidade Em Movimento dizem que a força do movimento estudantil está nos números e que o movimento precisa ser de toda a universidade.  Debatedores da Reação, por sua vez, dizem que vieram para “derrubar o muro de Berlim que ainda existe na USP”.

19h37. Começa o debate! Representantes da chapa 27 de Outubro afirmam que o reitor João Grandino Rodas quer a Polícia Militar no câmpus para privatizar a USP.

19h24.  Menos de 50 pessoas aguardam o início do debate na sala dos estudantes da SanFran. Apenas os representantes das chapas Universidade em Movimento e 27 de Outubro vieram vestidos com camisetas das chapas.

19h10. Começa daqui a pouco um dos últimos debates antes das eleições para o DCE da USP.

* Corrigida às 19h35 e atualizada às 22h50

* Corrigido de novo às 10h05 de terça-feira, 27