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Candidatos de PE reclamam do nível da nova prova do Enem

Redação

15 Dezembro 2010 | 18h22

RECIFE – Estudantes de Pernambuco que fizeram nesta quarta-feira, 15, a nova prova de ciências humanas e ciências da natureza do Enem reclamaram do nível das questões. “Com certeza, vou sair perdendo. Mas o que posso fazer?”, queixou-se o candidato Fernando Antônio Tavares, de 18 anos, que tenta uma vaga em Nutrição na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele foi o primeiro a deixar o prédio da Escola Superior de Relações Públicas (Esurp), na região central de Recife, um dos locais de aplicação do exame – no Estado, a nova prova foi aplicada exclusivamente na capital.

Outro candidato que reclamou foi Fernando Lira, de 18. O estudante, que quer uma vaga em Engenharia da Produção na UFPE, afirmou que a prova de hoje foi mais difícil que a realizada em novembro. Lira considera que o intervalo entre a aplicação de uma prova e outra (mais de um mês) foi “insuficiente” para estudar mais e subir a nota. Ele teme ficar em desvantagem em relação a quem não precisou refazer o Enem.

A coordenação da Esurp não divulgou o número exato de candidatos que fizeram o Enem no prédio – estima em torno de 150. Entre eles, os estudantes Adriana Barbalho e Alexandre Marques, que não tiveram o problema com o caderno de questões amarelo no dia 6 de novembro registrado em ata. Os dois conseguiram liminar na Justiça para refazer a prova, visto que o Inep não lhes havia enviado a convocação. “A via judicial foi o único caminho. O Inep fez de tudo para dificultar”, afirmou a mãe de Alexandre, a funcionária pública Bartira Koury.

(Thiago Lins, Especial para o Estadão.edu)

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