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Barulhinho do mar

Redação

24 Dezembro 2011 | 08h47

* Por Lívia Kilson, de 17 anos, aluna do 3.º ano do ensino médio em Macaé (Rio). Faz intercâmbio na República Checa desde agosto pela American Field Service

“Nem preciso dizer que me apaixonei – e me apaixono cada vez mais – pelo povo checo, sua cultura e modo de ver o mundo. Mas, como vocês perceberam no último post, ainda não aprendi a lidar com a saudade dos amigos e – muito menos com a saudade do Brasil. Sinto falta do cheirinho de meu quarto, do sorriso dos meus melhores amigos, do barulho do mar para pegar no sono e até de minha mãe gritando comigo. Às vezes dá raiva de não falar português.

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É claro que, morando fora, você aprende a controlar seus sentimentos um pouco melhor. Mas receber mensagens de sua melhor amiga ou dos seus pais dá um pouco de frio na barriga. Mesmo assim, continuo sorrindo só por saber que eles estão bem.

Tenho me sufocado de tanto ouvir MPB. Novos Baianos, Djavan, Gilberto Gil, Cássia Eller, Chico Buarque e Nando Reis não param no meu iPod. No embalo, aproveito para mostrar aos meus amigos um pedacinho da cultura brasileira. O pessoal curte, comenta e pergunta os nomes dos artistas.

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Ainda assim, acho que a saudade serve para tornar tudo mais legal e mostrar que vale a pena. É essa experiência que nos diferencia das pessoas que nunca fizeram intercâmbio. Acho até que vai ser difícil voltar para o Brasil. Quem sabe eu não tente fazer faculdade no país da cerveja?”

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