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Anglo considera prova de nível médio, mas com alguns problemas de enunciado

Redação Estadão.edu

03 Novembro 2012 | 19h34

A equipe de professores do Anglo Vestibulares analisou e corrigiu as provas do caderno rosa da primeira etapa do Enem, e para todas as disciplinas considerou como nível médio. “De um modo geral, a prova apresentou evolução. Os enunciados não foram tão extensos em comparação com o ano anterior. Isso contribuiu mais para a resolução da questões”, apontou o coordenador geral Luís Ricardo Arruda. Para ele, o exame está se aproximando do modelo tradicional de grandes vestibulares, como o da Fuvest, o que ele considera o caminho certo a ser tomado.

As principais críticas centralizaram-se na prova de biologia. Os professores apontaram uma distribuição desigual das questões, as muito sofisticadas seguidas logo depois pelas  muito fáceis. Também houve restrições em alguns temas: foram abordados genética, evolução e ecologia, enquanto deixaram de lado fisiologia e zoologia.

A equipe também apontou equívocos conceituais em três questões: na 47 e na 74, que tratavam de evolução, os enunciados evocaram um sentido de “finalismo” ao dizer, por exemplo, que determinada espécie cria mecanismos para sobrevivência. Arruda explica que o correto seria apontar que esses mecanismos se desenvolvem de forma espontânea. E na questão 81, o enunciado diz que Louis Pasteur viveu no século 17, quando na verdade ele é do século 19. Segundo a equipe, apesar desses erros e imprecisões, a resolução das questões não foi prejudicada.

A prova de física foi considerada bem elaborada, sem grandes problemas, fora duas questões que, segundo os professores, não tinham coerência interna no enunciado. “Mesmo com esses descuidos dava pra resolver as questões”, afirma Arruda. Quanto a parte de química, também da prova de Ciências da Natureza, a equipe apontou um excesso em química orgânica (40% das perguntas), mas a prova, de um modo geral, teve só elogios.

Na seção de Ciências Humanas, a parte de geografia apresentou contradições entre as questões e o próprio ensino escolar. “Percebemos uma necessidade de o aluno aprender a trabalhar com gráficos e mapas, porém, na prova não houve nenhuma questão com mapa”, criticou Arruda. Quanto às questões de história, os professores não encontraram nenhum problema.