Alunos da USP bloqueiam faixa da Avenida Paulista em apoio à greve dos servidores
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Alunos da USP bloqueiam faixa da Avenida Paulista em apoio à greve dos servidores

Redação

11 Junho 2010 | 20h30

 

Por Carolina Stanisci e Carlos Lordelo

 

Sob um frio de 13 graus e um vento que deixava a sensação térmica ainda mais baixa, cerca de 40 alunos da USP fizeram nesta noite um protesto na Avenida Paulista para manifestar apoio à greve dos servidores da instituição.

O ato começou às 18 horas em frente à TV Gazeta, onde os estudantes estenderam faixas de repúdio ao reitor João Grandino Rodas e outras de exaltação à greve dos funcionários da USP e do Judiciário estadual.

 

Foto: Sérgio Neves/AE

Foto: Sérgio Neves/AE

 

Usando tambores e megafones, o grupo gritava palavras de ordem para quem passava pela Paulista e nos pontos de ônibus. “Que vergonha deve ser / deixar trabalhadores sem comer” era uma das músicas cantadas – e inventadas – pelos manifestantes.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), foram cortados 16 dias de pagamento de cerca de mil funcionários da prefeitura do câmpus e da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas).

Os estudantes caminharam em direção ao prédio da Justiça Federal, mas não pela calçada. Preferiram ocupar uma das faixas da Paulista, prejudicando o já conturbado trânsito da capital. A Polícia Militar acompanhou o ato.

Durante cinco minutos, o grupo chegou a fechar toda a Avenida no sentido Consolação. Motoqueiros subiram na calçada para desviar dos manifestantes, enquanto os motoristas apertaram forte as buzinas de seus carros.

“Queremos que as pessoas saibam o que está acontecendo na USP. O reitor vai na imprensa e fala ‘Basta de greve’, mas esquece de falar que a USP está fechada à população”, disse a estudante do 5º ano de Ciências Sociais Paula Berbert, de 23 anos, referindo-se ao exame vestibular.

Assim como Paula, Luciana Machado, do 4º ano de Letras, também faz oposição à atual gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que não participou do ato. “O DCE vem tentando dialogar com o reitor sem denunciar as coisas que ele fez”, afirmou. “O DCE não está preocupado com a greve e com a ocupação da reitoria.”

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