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Almoço brasileiro com feijão do Vietnã

Redação

21 Dezembro 2011 | 07h13

* Por Lívia Kilson, de 17 anos, aluna do 3.º ano do ensino médio em Macaé (Rio). Faz intercâmbio na República Checa desde agosto pela American Field Service

“O pessoal dos programas trimestrais voltou para casa no fim de novembro. Tenho certeza que eles sentem saudades insuportáveis dos camps, das refeições juntos, das risadas antes das dinâmicas. De saber que existiu alguém do outro lado do mundo dividindo o mesmo metro quadrado que você por alguns meses.

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Não queria que novembro acabasse, mas o tempo voou. Como era mês de despedidas, fiz comida brasileira para o pessoal na casa de chá da ex-host mom do brasileiro que está morando na mesma cidade que eu. Arroz, feijão, farofa e milho na manteiga. Quer dizer, tentei fazer a farofa o mais próximo possível da que conhecemos, porque aqui não existe a boa e velha farinha de mandioca. E como foi difícil achar feijão! Só consegui em uma lojinha de vietnamitas aqui pertinho de casa.

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Também rolou a primeira formatura da minha escola. As festas de formatura aqui são lindas! São bem grandes, como algumas no Brasil, e são cheias de gente e da alegria típica do povo checo. Pais de alunos foram lá homenagear a grande festa, e praticamente todos os jovens da minha cidade estavam lá. Vieram também minha amiga portuguesa e outro brasileiro que mora na outra parte do país, a Morávia. Falando assim até parece longe, mas, para atravessar toda a República Checa em uma linha horizontal, não se deve levar mais que umas oito horas.

Espero que o tempo pare de passar tão rápido. Parece que cheguei aqui há algumas semanas, quando mais de um terço do meu intercâmbio já se foi. E ainda tem tanta coisa pela frente!

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Por enquanto, fica a certeza que minha vida nunca mais será a mesma e que tenho bons amigos pelo mundo afora. Espero poder reencontrar o pessoal o quanto antes para matar as saudades.”

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