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A língua no dia a dia

Redação

22 Dezembro 2011 | 14h07

* Por Caio Allan dos Santos, de 17 anos. Auxiliar administrativo na OAB-SP e calouro de Administração com ênfase em Comércio Exterior na Universidade São Judas Tadeu. Está fazendo curso de inglês em Nova York

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“Nas aulas aprendemos de maneira dinâmica, com brincadeiras e exercícios, a fazer redações e a desenvolver “produtos” que apresentamos aos colegas e professores com o objetivo de vendê-los. Assim, aprendemos a linguagem de negócios, de lazer e de sobrevivência.

Cada aluno participa de uma turma de SPIN – aulas de assuntos específicos (é possível escolher entre Business, Marketing, American Culture e Creative Writing). Faço o curso de Creative Writing, cujo foco são as redações. Os professores nos ensinam a introduzir um texto, inserir os parágrafos, pontuações e a linguagem americana. A maneira como se escreve uma redação aqui é muito diferente da que aprendemos no Brasil.

Há uma diferença muito boa em estudar aqui e não no Brasil: a prática. No Brasil, aprendemos as expressões, a gramática, mas aqui você vivencia a língua. Na hora de uma compra, de uma troca, de uma festa, nas conversas, etc.

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Na minha sala tem 4 pessoas do Brasil (contando comigo), 4 da Arábia Saudita, 1 do Paraguai, 1 do México, 1 do Japão e 1 da Itália.

A parte mais difícil é adaptar-se a outras culturas. Os sauditas, por exemplo, foram criados com o pensamento metódico. Então, quando fazemos grupos com eles, ocorrem muitos conflitos na hora de “fazer diferente”.

Aqui na escola também tem muito japonês e chinês. E é engraçado, pois eles são muito parecidos uns com os outros. Muitas vezes você pensa: “Conheço este rapaz ou não?”

O afilhado da minha avó, Paulinho, que eu considero como meu 2.º padrinho, sempre me apoiou muito. Foi ele quem patrocinou os meus cursos de informática, o início do inglês, do mandarim (que fiz no começo deste ano) e me apoiou muito nesta viagem. Tenho muito a agradecê-lo. Só fiz 6 meses de mandarim, mas foi muito legal chegar nos chineses e falar “Ni Hao!”. Eles se divertem!

Tenho certeza que chegarei ao Brasil com outra cabeça, outro pensamento e com mais força de vontade. Renovado para continuar! Este intercâmbio me fez ver a vida de outro ângulo.

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Descontos na Big Apple

Em Nova York há muitas coisas para se fazer, e em 21 dias você não faz nada.

No meu primeiro fim de semana aqui eu não tive muito o que fazer, pois não conhecia nada nem ninguém. No meu segundo fim de semana fui a Manhattan e, se você souber procurar, encontra lugares com preços baixos, principalmente os souvenires da 7th Avenue com a 39th Street. E você acha roupas boas com preços ótimos na Aeropostale em Times Square. A loja está em liquidação, com descontos de até 60%.

Se, por outro lado, você não curte a correria de cidade grande e o alvoroço que há em Manhattan, pode conhecer Tarrytown, uma cidade muito bonita, tranquila e com lojas muito boas, como a PayHalf. Comprei um perfume muito bom lá por US$ 3,99. Você também pode conhecer o Palisades Mall, que é um shopping grande e com uma enorme variedade de lojas.

Um lugar onde você com certeza encontra coisas com preços baixos é, sem dúvida, Chinatown. Vale a pena dar uma corrida lá para pesquisar antes de comprar, e, bem pertinho de Chinatown, você encontra a Little Italy, um pedacinho da Itália com restaurantes aconchegantes e saborosos. O preço de comida não americana é um pouco acima da média. No McDonalds daqui você gasta US$ 6 no sanduíche com batata frita e refrigerante. E não vale a pena comer comida brasileira por aqui se você vai ficar pouco tempo. É caro, custa mais ou menos US$ 40 a refeição.

Ah, deixe para comprar cremes da Victoria’s Secret no FreeShop (ou DutyFree). Os americanos colocam na prateleira um preço e, na hora da compra, é um pouco mais caro, pois as taxas entram depois (3% em vilarejos e 7% no centro da cidade). No FreeShop você não recolhe impostos e a alfândega não segura, pois você já estará dentro do seu país.

Um ano esperando para fazer esta tão sonhada viagem… e ela já está terminando! Volto para o Brasil no dia 24.”

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