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À espera do filho, mãe fica sozinha do lado de fora de local de prova

Redação

06 Janeiro 2013 | 21h05

* Por Chico Siqueira, Especial para o Estadão.edu

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – Nenhum estudante chegou atrasado para as provas da segunda fase do vestibular da Fuvest neste domingo, 6, na Unip de São José do Rio Preto. As tendas de apoio dos cursinhos foram retiradas e apenas uma pessoa ficou do lado de fora dos portões, que foram fechados exatamente às 13h.

“Vou esperar meu filho terminar as provas. Vou ficar aqui, orando por ele, para que Deus o ilumine e ele tenha calma para acertar a maioria das questões e passar neste vestibular”, contou a aposentada Dalvaci Campos Souto, de 60 anos.

Ela e o filho saíram de Aparecida do Taboado (MS) e viajaram 4 horas até chegar a Rio Preto, onde vão permanecer três dias hospedados num hotel até que o menino conclua as provas. “Acordamos às 6 da manhã (7, no horário de São Paulo), o ônibus deu um atraso e chegamos em Rio Preto por volta das 11 horas. Almoçamos e pegamos um táxi, que nos deixou aqui por volta das 12h30”, contou.


É a primeira vez que a mãe acompanha o filho em provas de vestibular. Este é o primeiro ano de vestibular de João, que também prestou o exame da Unesp. “A gente fica ansiosa, mas acho que vou me acostumar, porque serão três dias de provas”, comentou Dalvaci.

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Visivelmente emocionada, a aposentada disse que não se preocupava em ficar sozinha do lado de fora da escola esperando o filho por quase quatro horas. “É meu único filho, vou esperá-lo aqui, torcendo e orando por ele”, ressaltou. “Ele ficou um pouquinho preocupado porque chorei antes de ele entrar, mas disse que isso não vai prejudicá-lo na prova.”

Dalvaci disse que a família queria que o filho prestasse vestibular para outra formação. “A gente queria que ele prestasse para a área de saúde, que fizesse Medicina. Mas ele preferiu fazer Engenharia da Computação, então a gente fica feliz por isso também porque é uma profissão que ele gosta”, afirmou. Segundo Dalvaci, o marido decidiu não acompanhá-los. “Ele disse que não viria para tomar conta da casa, mas a gente sabe que ele não queria mesmo era ficar emocionado.”