As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A culpa ou foi do ônibus ou foi do trem, dizem os sete barrados de São Paulo

Redação

04 Novembro 2012 | 13h29

* Davi Lira, de O Estado de S. Paulo

Para parte dos estudantes barrados no portão da Uninove na Barra Funda, em São Paulo, o grande vilão foi a Estação do Piqueri, zona oeste. “Tive que esperar muito o trem na estação e ele ficou parado lá por muito tempo antes de sair”, afirma José William Prates, de 19 anos. “É meio chato, né? Mesmo vindo correndo direto,  sem parar, não consegui entrar por menos de 1 minuto.” Prates saiu de casa no mesmo horário de ontem, quando não enfrentou problemas na realização das provas do primeiro dia do Enem.

A mesma estação foi usada como justificativa para o atraso usada por Aline Honorato, que pretendia usar a nota do Enem para fazer o curso de Administração. “Acabei esperando muito tempo no ponto de ônibus, depois disseram que seria melhor eu vir de trem. Além disso, o trem ficou parado no Piqueri por pelo menos 5 minutos”, diz Aline, moradora do bairro de Perus, zona oeste. No trajeto normal, sem interferências, Aline gastaria em média 40 minutos. Ela diz ter saído de casa às 11h30.

AtrasadoEvelsondeFreitas600.jpgMesmo correndo, José William não conseguiu chegar antes que os portões fossem fechados

“Nós vínhamos correndo, mas não conseguimos chegar a tempo”, diz a estudante Jennifer Cristina, de 19. O sonho de cursar Gastronomia em alguma faculdade foi adiado por pelo menos um ano.

“Para mim, dia de domingo não tem trem. O problema foi que eu tive de esperar por muito tempo um ônibus para vir até aqui na Barra Funda”, afirma Fabiana Carvalho, de 24. A primeira coisa que ela fez ao se dar conta de que não conseguiria atravessar a tempo os 100 metros que a separavam do portão da Uninove foi ligar para a mãe. “É, minha mãe ficou muito chateada”,  lamenta.