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“É preciso investir em currículo adequado e professores”, diz especialista

Redação Estadão.edu

19 Dezembro 2013 | 11h00

Por Guilherme Soares Dias/especial para o Estado

O Ph.D em Economia Richard Murname, professor da Escola de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Harvard e pesquisador associado do National Bureau of Economic Research dos Estados Unidos, faz análise sobre a educação em países desenvolvidos e em desenvolvimento e sobre avaliações educacionais.  Ele veio ao Brasil para participar de seminário sobre educação baseada em evidências científicas, que discutiu como esses dados podem  ser incorporados às políticas públicas, com o objetivo de promover maior equidade social.

Qual a diferença da educação em países ricos e em desenvolvimento?

Uma grande diferença é que em países em desenvolvimento nem todas as crianças em idade escolar vão para a escola. Isso melhorou nos últimos 15 anos, mas continua ocorrendo. Existem muitas crianças que não chegam ao ensino médio. Em países desenvolvidos quase todas as crianças estão nas escolas e chegam ao fim do ensino médio. Há outra diferença, de que nestes países ricos os professores têm uma boa formação, enquanto nos países em desenvolvimento nem sempre isso ocorre.

Que ações podem ser tomadas em países em desenvolvimento para garantir a educação de crianças pobres?

Depende da idade dos educandos. Para crianças pequenas, por exemplo, é preciso investir em currículo adequado e bons professores. Já na escola elementar, além de bom currículo e professores, é preciso ter acesso a recursos pedagógicos.

Fazer boas avaliações é fundamental para o desempenho dos programas educacionais. Como isso deve ser feito?

É importante fazer as perguntas corretas para os alunos para ter um programa eficiente. Além disso, escolher um grupo adequado e com tamanho suficiente para fazer a amostragem para poder avaliar o impacto do programa e saber como isso fez diferença na vida dos estudantes.