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Professores de MG e CE vencem prêmio da Fundação Carlos Chagas

Redação Estadão.edu

06 Novembro 2014 | 12h52

Os professores Nabil Araujo, de Minas Gerais e Diego Adaylano, do Ceará,  foram os vencedores da 4ª edição do prêmio Professor Rubens Murillo Marques, promovido pela Fundação Carlos Chagas (FCC).

O Prêmio Professor Rubens Murillo Marques prestigia projetos educativos inovadores para estimular as práticas realizadas nas Licenciaturas e valorizar os docentes que ensinam a ensinar. Os docentes receberão prêmio em dinheiro, um diploma e um troféu.

Souza,  docente  do Instituto de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), venceu o Prêmio com o projeto Ensino de Literatura e Desenvolvimento da Competência Crítica: uma “terceira via” didático-pedagógica. A ideia, testada em sala de aula, consiste em permitir “ao aluno emitir juízo crítico sobre os bens culturais”, como o em vários documentos oficiais voltados para o ensino médio. Para o professor,  o pensamento sobre o estudo da literatura nesse nível de ensino ‑ e veiculado nos documentos do Ministério da Educação e Cultura ‑ encontra-se dividido em duas vertentes distintas – autoritarismo canônico e permissividade multiculturalista –, ambos inadequados para desenvolver a crítica.

Por isso, a experiência no âmbito da graduação em Letras da UERJ buscou criar uma terceira via didático-pedagógica, na qual os alunos, a partir da análise e da produção individual de textos críticos, possam desenvolver uma consciência geral mais ampla e mais rigorosa.

Já o outro docente vencedor, Diego Adaylano Monteiro Rodrigues, do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), colocou em prática a ideia de como a imagem da ciência e do cientista deve ser popularizada. A experiência intitulada Novos Saberes ao Estudar e Ensinar Ciências: a construção de uma revista infantil virtual e o desenvolvimento de projetos de divulgação científica foi um sucesso.

Para estimular a análise dos alunos, foram realizadas dinâmicas, discussões, indicações de livros e sites de divulgação científica, comentários sobre filmes e documentários, excursões à Seara da Ciência (museu interativo de divulgação científica, em Fortaleza). Foi usado também o Facebook como espaço didático. O resultado foi a criação de uma revista infantil virtual de divulgação científica (inspirada na revista Ciência Hoje das Crianças) e a formulação de projetos. Ao fim  das atividades, foi elaborado, com a ajuda dos alunos e monitores, um site para a revista divulgar os projetos. Após essas atividades, os alunos publicaram os trabalhos em eventos científicos, momentos que se mostraram importantes para se repensar o papel dos professores como divulgadores da ciência.