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11 estudantes de escolas públicas ganham bolsa de estudo no exterior

Redação

13 Dezembro 2011 | 18h19

Onze alunos de escolas públicas de todo o Brasil foram selecionados pelo AFS Intercultura Brasil para ganhar uma bolsa de estudos.

Os países onde eles farão intercambio são Argentina, China (Hong Kong), Costa Rica, Eslováquia, Hungria, México, Panamá, República Dominicana, República Tcheca, Tailândia e Turquia.

O critério para se candidatar a bolsa era que fossem estudantes do ensino médio de escolas públicas, com idade entre 14 e 17 anos, com excelente desempenho escolar e renda familiar comprovada de até quatro salários-mínimos.

A bolsa de estudo corresponde a um ano letivo do ensino médio e o embarque acontecerá no primeiro ou segundo semestre de 2012, dependendo do destino.

Na bolsa oferecida estão inclusos: suporte 24 horas durante o intercâmbio; orientação antes, durante e após a experiência; passagem internacional de ida e volta; hospedagem e alimentação em casa de família voluntária; seguro saúde com cobertura de até 1 milhão de dólares; transporte casa-escola-casa; material escolar, matrícula e mensalidade escolar.

O carioca Jonantan Ricardo, de 16 anos, mora em Benfica com os pais e uma irmã mais nova. Nunca saiu do País e o máximo de tempo que passou longe dos seus pais foram cinco dias em São Paulo. Agora se prepara para viver um ano no Panamá –  segundo ele, “é um sonho virando realidade”. Esse sonho começou a tomar forma quando seu professor de línguas neolatinas lhe informou do programa de intercâmbios da AFS.

Jonantan tem planos de, no futuro, virar um diplomata ou trabalhar na área de educação como professor. “É tanta coisa que eu quero fazer que eu nem sei”, mas o que ele sabe é que esse intercâmbio é o primeiro passo na direção desse futuro.  Vou virar um cidadão do mundo!”.

Carolina Araújo Neves, tem 14 anos e está cursando o 1º ano do ensino médio. Ela mora com os pais e o irmão mais novo em São Luiz dos Montes Velhos, Goiás, e, em fevereiro, se muda para Argentina. Carol não conhecia muita coisa da Argentina antes de ser aceita no programa e ainda não fala espanhol, “mas, assim que soube da bolsa, já entrei na internet para saber sobre a Argentina e agora comecei a aprender umas coisinhas básicas de espanhol”, garante.

A maior preocupação da estudante é superar a timidez: “eu sei que isso vai ser uma barreira, mas eu vou tentar me soltar mais, talvez com o tempo lá, conforme eu for conhecendo as pessoas”, diz.

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