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Brasileiros são maioria em redes sociais de idiomas

Redação

22 Abril 2012 | 00h01

* Por Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu

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O americano Ryan Strong está aprendendo português nas redes sociais. Foto: Arquivo pessoal

O interesse dos brasileiros pelas redes sociais vai além do botão “curtir”. O terceiro país com maior número de usuários no Facebook é o primeiro quando se trata de redes para o ensino de idiomas. No Busuu e no LiveMocha, principais projetos de mídias sociais de línguas, o público brasileiro é maioria, com 2 milhões de alunos em cada plataforma.

“Mercado emergente, população jovem com sede de aprender e popularização da tecnologia garantem o sucesso dos sites no Brasil”, afirma o cofundador do Busuu, Bernhard Niesner. “Na rede social você encontra diversão e flexibilidade. E o sistema é inteligente, sabe exatamente as dificuldades do aluno, coisa que nenhum professor ou CD-ROM é capaz de memorizar.”

Busuu e LiveMocha funcionam de modo semelhante. Ao se cadastrar, o usuário indica quais idiomas fala fluentemente e quais deseja aprender. Os conteúdos são gratuitos e os exercícios, corrigidos por nativos do idioma. Como em toda rede social, os integrantes podem conversar, colocando em prática o que aprenderam. “O aluno ganha confiança e se expõe de maneira formal e informal a uma comunidade poderosa de falantes nativos”, afirma André Almeida, diretor de Language Training do LiveMocha no Brasil.

O americano Ryan Strong se cadastrou no LiveMocha há um mês para aprender português. Quer morar no Brasil quando terminar as aulas de Fiction Writing no Sarah Lawrence College em Nova York. “Tive dificuldade de achar um curso acessível de ‘português brasileiro’.”

No LiveMocha pode-se aprender 38 idiomas com exercícios simples e o contato com nativos. Para ter material mais elaborado, disponível só para inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, é preciso pagar mensalidade. No Busuu, há cursos de 12 idiomas, com material extra para quem se dispõe a pagar.

No início deste ano, o Busuu em parceria com o IE Business School realizou o I Barômetro de Idiomas, que avaliou os hábitos de estudo 45 mil pessoas de 230 países. Confira a seguir algumas conclusões a que eles chegaram sobre os hábitos dos brasileiros.

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