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Vaga da USP no Sisu exige nota de até 700 no Enem; Confira a lista

Em 15% das carreiras da USP que estarão no Sisu, a nota mínima no exame é superior a 650 pontos - nenhuma instituição que participou do sistema em 2015 estipulou piso maior que 600

Paulo Saldaña

08 Janeiro 2016 | 03h00

COM VICTOR VIEIRA

No primeiro ano em que a Universidade de São Paulo (USP) usará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção de parte dos alunos, a instituição adotou notas mínimas, por área de prova, consideradas bem altas. Em 15% das carreiras da USP que estarão no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a nota mínima nas cinco áreas é superior a 650 pontos. Nenhuma instituição que participou do sistema em 2015 estipulou piso maior que 600.

USP vai usar Enem para escolher parte das vagas

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A USP colocou 1.489 vagas no Sisu. As oportunidades são para alunos de escola pública e parte pequena delas para pretos, pardos e indígenas. O Sisu é uma plataforma online reúne as instituições que usam o Enem como critério de seleção. As inscrições abrem na segunda-feira, dia 11, pelo site sisu.mec.gov.br.

As vagas da USP na plataforma são de 78 cursos. Contando os turnos do mesmo curso, serão 140 carreiras na instituição. Dessas, cinco exigem nota mínima de 650 nas provas de Ciências Humanas, Ciências Naturais, Matemática, Linguagens e Redação. Outras 11 exigem 700.

Confira aqui a lista de pesos e notas mínimas dos cursos da USP no Sisu 

 

No ano passado, só 19 carreiras das 5,5 mil disponíveis no Sisu exigiam mínimo de 600. Além disso, apenas 23% das carreiras tiveram nota de corte superior a 700 pontos. Os dados foram tabulados pela empresa de tecnologia da educação Evolucional. Em Medicina e Direito, por exemplo, as notas mínimas são menores.

Para o especialista em Enem Mateus Prado, a USP exagerou na exigência, o que pode dificultar a inclusão. “É uma nota muito alta, a maioria não chega a isso”, diz ele. “Provavelmente é uma incompreensão de como a nota do Enem funciona”.

Acertos. A equipe de Prado reuniu o desempenho de participantes no Enem e comparou com a nota. Para ter 700 em Linguagens, por exemplo, foi necessário acertar entre 38 e 40 itens, de uma prova com 45 questões.

Por causa da Teoria da Resposta ao Item (TRI), modelo matemático adotado na correção do Enem, a nota depende não só do número de acertos, mas também da curva de desempenho: quais questões foram acertadas, entre as fáceis, médias e difíceis. Além disso, as notas da parte objetiva do exame não vão até mil, também por causa da TRI.

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No ano passado, a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), de Minas, havia definido uma nota mínima de 700 para o curso de Medicina. Após publicação no blog que Prado mantém no portal do Estadão, alertando sobre o risco de não preencher as vagas para cotistas, a instituição alterou o critério. Baixou para notas entre 500 e 550 (leia aqui).

Diferentemente do que ocorre nas federais, que atendem a Lei de Cotas, a reserva de vagas da USP no Sisu não preveem divisão dos candidatos por faixas socioeconômicas. “O efeito maior será o de ampliar a cobertura geográfica da seleção”, defende Elizabeth Balbachevsky, especialista em ensino superior da universidade. “A nota de corte já deve ser bastante alta, independente do mínimo, por causa da forte concorrência”, completa.

Ao todo, 93% das carreiras adotarão pesos diferentes por parte da prova, que vão até 4. A redação terá peso maior em 85% dos cursos da USP no Sisu. A reitoria foi procurada, mas a assessoria de imprensa informou que o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, não estava disponível para entrevista.

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