Fusp tira do site lista de contratos e projetos

No meio da tarde desta quinta-feira, após públicação de texto inicial, as informações voltaram ao ar; confira as listas de contratos

Paulo Saldaña

20 Agosto 2015 | 16h22

Atualizado às 17h13

Um “erro no sistema” foi o que teria feito as informações de projetos e contratos terem saído do site da  Fundação de Apoio à USP (Fusp), segundo informações da reitoria da universidade. No meio da tarde desta quinta, após a reportagem questionar a universidade e publicar esse texto, os links voltaram a funcionar. O texto original foi atualizado.

A reitoria informou que o novo diretor da Fusp, professor José Roberto Drugowich de Felício, não pediu a retirada das informações do portal e que não tinha conhecimento de que o conteúdo havia saído do ar.

Os projetos podem ser consultados aqui.

As listas de contratos estavam fora do ar desde ontem. Foi por meio delas que a reportagem do Estadão identificou as firmas ligadas a professores. Também havia saído do site as informações dos editais do projeto do BRT de São José dos Campos, em que a Fusp contratou uma empresa no nome da mulher e filha de seu então diretor, José Roberto Cardoso. O contrato é de R$ 546 mil. Após questionamento da reportagem na semana passada, Cardoso se afastou do cargo.

O acesso às informações foi reativado nesta quinta.

Você pode acessar as informações aqui.

 

Sede da Fusp, na entrada da universidade. CLAYTON SOUZA/ ESTADÃO

Sede da Fusp, na entrada da universidade. CLAYTON SOUZA/ ESTADÃO

 

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A falta de transparência com relação aos projetos das fundações, valores, horas de trabalho que os professores dedicam a eles sempre foi o principal motivo de crítica de presença dessas instituições na universidade. Professores, infraestrutura e a própria marca da USP são usados pelas fundações em seus projetos. Em março, o saldo do fundo que a universidade tem para essas taxas de cursos e convênios era de R$ 15,4 milhões – valor irrisório perto dos negócios das fundações.  Só a Fusp recebeu R$ 740 milhões em projetos da instituição entre 2007 e 2013.

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça Cível e Fundações da Capital, já abriu inquérito após o Estadão publicar as denúncias. Tribunal de Contas do Estado (TCE) também notificou a Fusp para obter todas as informações que não são divulgadas.

Veja aqui as lista três listas de contratos relacionadas aos projetos.

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Veja aqui a carta-convite que escolheu a empresa ligada ao professor José Roberto Cardoso

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