Em greve, professores da rede municipal de SP marcam novo protesto no Masp

Em greve, professores da rede municipal de SP marcam novo protesto no Masp

Paulo Saldaña

07 Maio 2014 | 21h31

Professores marcharam do centro até a Vila Mariana. MARCIO FERNANDES/ ESTADÃO

Professores e servidores da rede municipal de São Paulo encerraram por volta de 20h50 a passeata que reuniu cerca de 3 mil pessoas desde a tarde desta quarta-feira, dia 7. Liderado pelo Sinpeem,  o principal sindicato da categoria, os servidores estão em greve desde o dia 23 de abril.

Os servidores iniciaram o ato em frente à Prefeitura, no centro, e por voltar das 17h30 começaram marchar rumo à Secretaria Municipal de Educação, na Rua Borges Lagoa, na Vila Mariana, zona sula de São Paulo. Os manifestantes, em campanha salarial e por melhorias na carreira, chegaram a interditar totalmente a Avenida 23 de Maio no sentido aeroporto no fim da tarde. 

Parte dos professores e servidores esperavam encontrar o secretário de Educação, Cesar Callegari, na sede secretaria. Mas ele estava na Prefeitura.

Os manifestantes interditaram a Avenida 23 de Maio. MARCIO FERNANDES/ ESTADÃO

O Sinpeem afirma que, hoje, cerca de 40% das escolas registraram profissionais em greve. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 53 escolas ficaram totalmente fechadas hoje.

A principal reivindicação dos grevistas é que a Prefeitura defina a data para incorporação de um bônus prometido pela gestão para quem recebe os menores salários, elevando assim o piso salarial. O sindicato apresentou nesta quarta-feira proposta de dividir a incorporação em duas parcelas, mas definindo agora as datas. A gestão Fernando Haddad (PT) informa que mantém a proposta de abono complementar de 13,43% aos servidores e concorda com a incorporação, mas não quer discutir a definição de datas antes do início de 2015. 

A categoria manteve a greve e marcou nova assembleia para a próxima terça-feira, dia 13. Dessa vez o ato vai ocorrer no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

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* Atualizado às 16h30 do dia 8/5 para acrescentar que os servidores da educação, e não só os professores, fazem parte dessa luta.