Muito além do tabuleiro

Muito além do tabuleiro

Oficina do Estudante

14 Setembro 2015 | 12h31

Dá pra dizer sem sombra de dúvida que o xadrez é um dos esportes mais antigos que temos notícia. Embora os especialistas discordem sobre sua origem, há relatos que datam o início do jogo de 1512. Outros, vão até mais longe: Afirmam com certeza que o tabuleiro preto e branco surgiu no mundo na China, no século III a.C na região do Uzbequistão e Pérsia antiga (onde atualmente é o Irã). Para além de toda a conversa sobre o jogo, está o jogo em si. Baseado na estratégia e no raciocínio lógico e rápido, o xadrez é uma atividade que estimula o cérebro, um verdadeiro alimento mental. Mais do que isso: É um jogo democrático. Não distingue cor, gênero, classe social ou idade. O que manda é a habilidade de cada enxadrista.

    Competidores lotaram a quadra do Colégio (Foto: Luís Broleze)

Competidores lotaram a quadra do Colégio (Foto: Luís Broleze)

E não sou eu que estou falando isso não! Um exemplo prático de como o xadrez abrange os mais diversos públicos foi o Campeonato de Xadrez Oficina Medicina Unicamp, realizado no último sábado em Campinas/SP. A quadra ficou lotada de gente que colocou as habilidades e estratégia a toda prova. Para o árbitro internacional Roberto Telles, que prestigiou o evento, os benefícios da atividade são muitos: “É uma preparação para que o indivíduo aumente seu raciocínio e, sobretudo, amplie sua capacidade de decisão, uma vez que a vida é uma constante sequência de tomadas de decisão. Com o xadrez, de forma simbólica, a criança, por exemplo, começa a se habituar com isso. O jogo dá ao praticante habilidades para essas decisões que outros, não praticantes, muitas vezes não tem.”

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“Se existe uma atividade esportiva realmente inclusiva, é o xadrez” (Foto: Luís Broleze)

Telles destaca ainda o caráter inclusivo da prática do xadrez: “Nas paraolimpíadas, por exemplo, temos enxadristas cadeirantes jogando contra cadeirantes. Mas nada impede que um jovem deficiente jogue com um senhor de mais idade. Eles vão competir de igual para igual. Se existe uma atividade esportiva realmente inclusiva, é o xadrez.”

Foto: Luís Broleze

Medalha do Campeonato de Xadrez Oficina Medicina Unicamp (Foto: Luís Broleze)

O Campeonato de Xadrez Oficina Medicina Unicamp premiou enxadristas nas categorias Adulto (Masculino e Feminino) e Infantil (Masculino e Feminino). Os primeiros lugares ganharam medalhas e prêmios em dinheiro.