A importância de um ambiente rico em estímulos

A importância de um ambiente rico em estímulos

Escola Morumbi

17 Fevereiro 2016 | 19h32

 

Boa parte do aprendizado das crianças vem daquilo que elas observam. Se os pais leem, estudam, conversam sobre notícias, estimulam a criança a participar, vão não apenas criar bons hábitos, mas pessoas curiosas e interessantes. Isso reflete no aprendizado escolar diretamente e no desempenho da criança no futuro.

Boa parte do aprendizado das crianças vem daquilo que elas observam. Se os pais leem, estudam, conversam sobre notícias, estimulam a criança a participar, vão não apenas criar bons hábitos, mas pessoas curiosas e interessantes. Isso reflete no aprendizado escolar diretamente e no desempenho da criança no futuro.

Diversos estudos em neurociência têm demonstrado que a inteligência pode ser desenvolvida. Isso significa que uma família de bom nível intelectual, uma escola de qualidade e um meio ambiente rico em estímulos permitem que a criança vá melhorando, cada vez mais, sua capacidade de aprendizagem. Essas pesquisas só reforçam a necessidade dos pais oferecerem à criança um ambiente que a estimule aos estudos, ao contato com a cultura e com a arte.

 

Aprendendo a aprender

Diante da indicação de que podemos melhorar nossas capacidades cognitivas, fica claro que é possível, afinal, “aprender a aprender”. Trata-se de um princípio que costumamos chamar de metacognição. Sabe quando ensinamos alguém a fazer algo? É a mesma coisa, só que num processo interno, em que a pessoa adquire consciência do processo que a leva ao aprendizado. Isso cria autonomia e permite diversas aprendizagens relacionadas. Quanto antes a criança aprender a fazer isso, melhor.

 

Uma forma de estimular os pequenos a desenvolverem esse processo é pedir para que eles façam os chamados mapas mentais, em que, a partir de uma ideia central, elas vão relacionando novos itens, parte de outras áreas do conhecimento. O estímulo pode ser apresentado pelos pais em forma de brincadeira. Aos poucos, a criança perceberá que isso facilita o aprendizado escolar, tornando-a capaz de aprender as coisas mais rapidamente.

 

Ajuda dos pais

Mas existem também outras maneiras de ensinar as crianças (até mesmo os adolescentes) a estudar e dar valor ao processo de aprendizagem.
Cinco dicas simples costumam ser bem eficientes:

1- Respeito: Ensinar a criança a usar seu cantinho de estudos na casa, com horário para fazer suas lições (sem interrupções externas), cria ideia de respeito a esse seu “trabalho” intelectual.

2- Independência: a criança ou o adolescente devem fazer seus deveres sozinhos sempre que possível. No máximo, os pais podem orientar. Possíveis dúvidas devem ser levadas à sala de aula.

3-Responsabilidade: a mochila, os livros, os cadernos, a agenda e outros materiais são de responsabilidade da criança. Então, nada de preparar a mochila do filho (mais uma vez, o ideal é dar orientações).

4-Primeiro a obrigação, depois a diversão: nada de faltar na escola para viajar, emendar feriados, deixar de estudar para ir passear. Criar rotina é criar um passaporte para os bons hábitos de estudo e trabalho.

5-Modelo: Boa parte do aprendizado das crianças vem daquilo que elas observam. Se os pais leem, estudam, conversam sobre notícias, estimulam a criança a participar, vão não apenas criar bons hábitos, mas pessoas curiosas e interessantes. Isso reflete no aprendizado escolar diretamente e no desempenho da criança no futuro.

 

Ronilda Alvres, professora do Grupo 5