Tech – admissões
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Tech – admissões

Claudia Gonçalves

15 Julho 2014 | 09h00

 

Tecnologia não é apenas parte do currículo de muitas escolas de MBA, mas tem cada vez mais afetado o processo de aplicação para as mesmas. Embora softwares e ferramentas ainda não tenham um poder decisório no processo, podem bem ser utilizadas para um desempate entre dois candidatos com perfis similares.

Apresentações e vídeos já estão mais consolidados como partes do processo de admissões, ao lado de essays, cartas de recomendação e notas de provas. Recentemente, Cornell ofereceu a opção de o candidato incluir seu perfil do LinkedIn à sua aplicação.  Há alguns anos a inclusão de software para detectar possíveis plágios já começou a ajudar os comitês de admissões a averiguar autenticidade de materiais. Agora um número crescente de escolas adotam softwares que acompanham o interesse dos candidatos.


Um dos grandes desafios das escolas é conseguir estabelecer o grau de interesse dos candidatos. É comum que cada candidato aplique para cerca de 4 a 5 escolas, mas como saber qual é a escola de preferência?  Uma das formas é identificar e mensurar quais canais o candidato usa para conhecer mais sobre a escola. Trocas de e-mails com o setor de admissões, entrevistas com alumni, pesquisas no website da escola, visitas ao campus. Todos estes dados podem ser computados e jogar alguma luz sobre o interesse do candidato em uma escola.

Tuck sempre estimulou os candidatos a se aprofundarem em sua pesquisa. Trocar emails com o time de admissões, visitar a escola, conversar com alunos e alumni são mandatórios e a escola sempre falou que o processo da escola é auto seletivo, pois ao final o candidato sabe se Tuck é ou não a escola perfeita. Parece que agora o mesmo pode ser positivo para as demais escolas.

Parece que o Big Data Analytics não só faz parte da grade curricular, mas também faz parte do processo seletivo… Fuqua usa o software Talisma para aceder se o candidato mandou e-mails para o setor de admissões, se foi a algum evento de admissões, ou visitou a escola. Outras escolas usam software ainda mais sofisticado que consegue acompanhar tais coisas como entrevistas com alumni ou solicitação de informações sobre o programa. Esses dados informam o perfil de cada candidato que envia os escores de GMAT  e TOEFL e essays conforme as escolas vão considerando as candidaturas. Booth e Kellogg recentemente adotaram o software Slate, que alega ajudar a maximizar a taxa de conversão e construir a classe desejada.

Os departamentos de admissões começaram a acumular dados sobre candidatos há mais de uma década, quando o Slate foi desenvolvido em Yale. Agora que a empresa capturou dados suficientes sobre os candidatos, as escolas estão mais interessadas no que é possível fazer com as aplicações do sistema.

Os responsáveis por admissões buscam avidamente tentar entender quais são os candidatos que estão loucos de vontade de entrar em sua escola, uma vez que uma boa taxa de conversão – uma alta porcentagem dos alunos aceitos acaba por matricular-se – pode reforçar a imagem de que a escola pertence a um grupo muito seleto. Esse tipo de informação é mais útil na saída do funil, quando se trata de decidir dentre os candidatos que já passaram pelas demais etapas, quais os que têm mais fatores a favor de se matricularem.

Considere estreitar o relacionamento com as escolas para as quais está aplicando. Muito embora não fazê-lo dificilmente o eliminará do processo, este pode ser um fator de desempate no final do processo.