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T – Terceiro Setor e Empreendedorismo Social

Claudia Gonçalves

05 Março 2013 | 18h21

Entre 2003 e 2012 a oferta de cursos, estudos de casos, e estágios e práticas envolvendo o terceiro setor e o empreendedorismo social dobrou nos cursos de MBA dos Estados Unidos. Estes dados são compartilhados pela Harvard Business Review e por diversas escolas. A Dra. Nora Sivler, diretora do Centro de Liderança Pública e Sem Fins Lucrativos de Berkeley comenta que  ” Esta geração de alunos é a primeira da qual se esperava ou que foi obrigada a participar de serviço comunitário no ensino médio e na faculdade. Estes alunos cresceram com a expectativa de integrar impacto social em seu trabalho – independente de seu setor de atuação”.

De acordo com pesquisadores da Bridgespan, que conduziram esta pesquiza, são cinco as tendências que afetam o crescimento do conteúdo de imapcto social nos cursos de MBA.

1. Demanda dos alunos: os alunos ativamente buscam oportunidades para combinar benefício social com as habilidades adquiridas no MBA.

2. Interesse do corpo docente: professores que fazem pesquisa são influenciados pelos profissionais do mercado, tanto do mercado de negócios tradicional quanto do social e o mundo dos negócios está cada vez mais atento ao benefício social que pode gerar; influenciados por estas tendencias, os professores oferecem uma grade curricular com mais matérias focando terceiro setor e empreendedorismo social.

3. Demanda do empregador: organizações que contratam MBAs buscam que estes tenham experiências em diversos setores, inclusive o sem fins lucrativos.

4. Concorrência entre os programas de MBA: os programas reconhecem que os candidatos querem experiências em diversos setores e aumentam suas ofertas no terceiro setor e empreendedorismo social.

5. O mundo em mudança: as fronteiras entre setores estão cada vez menos definidas numa economia global interdependente; assuntos que antes eram considerados fora da área de negócios hoje estão sendo discutidos (meio ambiente, responsabilidade social).

Mesmo que aqui no Brasil não tenhamos esta tradição de dedicarmos a trabalhos comunitários há tantos anos quanto nos Estados Unidos, temos muitas opções. Além de trabalhos de cunho social, engajar-se em sua comunidade na escola, faculdade, clube ou igreja podem ser excelentes formas de contribuir socialmente. Além de ser uma forma de desenvolver cidadania e estimular valores nobres, estas atividades podem ajudar no desenvolvimento precoce de habilidades importantes como trabalhar em equipe e liderar.  Um lider que consegue entender e se sensibilizar com as pessoas tem maior chance de ser um lider efetivo. Mesmo os empregadores  têm bons olhos para tais esforços e entendem o valor destas atividades não só pelo impacto social mas pelo desenvolvimento de habilidades para o profissional.