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Reclamar é bom e eu gosto. Mas deu, né?

Paula Braga

17 Dezembro 2015 | 18h55

Mais um ano vai, outro ano vem…entre a alta do dólar, o potencial impeachment e o bloqueio do Whatsapp, é fácil pensar que estamos numa pior e agradecer o final de 2015.

 

Isso sem falar em nossas historias pessoais…doenças, divorcio, desemprego, dietas falidas, só para ficar na letra “D”.

 

Ou seja, quem quiser justificar que na está m., terá facilidade na argumentação. Agora, o ponto é: o que se ganha com isso?

 

O que ganhamos em curtir uma fossa, em ficar nos sentindo vítimas, em ter pena de nós mesmos, ou ficar culpando os outros? Apesar de aparentemente negativos, esses comportamentos nos geram algum tipo de beneficio. Pois, se não, não os manteríamos.

 

Então quais os benefícios de achar que está tudo numa pior?

 

  • Bom, em primeiro lugar, esse é um assunto ótimo. Não há mesa de bar que fique silenciosa quando se menciona qualquer um dos tópicos da introdução. Há muito já se sabe que ter um inimigo em comum é uma das melhores ferramentas para gerar união.
  • Outro beneficio é o carinho. As pessoas tendem a te acolher quando você está mal. O que é em geral gostoso.
  • Um terceiro beneficio de reafirmar que a situação está complicada é que isso justifica a não-ação. “O mercado de trabalho está terrível. Nem adianta mandar currículo…”.
  • Por fim, muitas pessoas gostam de se sentir mal como se isso fosse servir de motivação para elas fazerem algo a respeito (como aquelas pessoas que ficam falando “Eu sou muito gorda mesmo” como se isso fosse fazê-la largar a coxinha #quemnunca).

 

E por aí vai. Em suma, muito se ganha em se sentir mal, o que reforça o comportamento.

 

Mas a que custo?

 

Nada muito complexo. Só estamos colocando em jogo sua liberdade de agir, sua capacidade se apropriar da situação, de perdoar, de fazer algo a respeito. De criar sua historia como protagonista em vez de vítima. De ser livre, potente e feliz.

 

Mas como fazer isso? Como quebrar esse ciclo de reclamação e passar para uma atitude de protagonismo em relação à sua vida? Como para de dizer “Eu adoraria fazer um MBA, mas não tenho dinheiro/não tirei a nota do GMAT/não consigo passar numa entrevista”?

 

Não temam!

Eu criei uma ferramenta incrível que tem 99% de taxa de sucesso comprovada. Ela se chama: “Pois é. E o que você vai fazer a respeito disso?”

 

“Minha esposa não entende que eu preciso estudar e por isso não consigo ficar com ela!”

Pois é. E o que você vai fazer a respeito disso?

“Meu chefe marcou uma viagem de trabalho bem no dia do meu aniversário!”

Pois é. E o que você vai fazer a respeito disso?

 

E por aí vai. Tentem. Essa ferramenta funciona com tudo! Muitas vezes a pessoa vai insistir em reclamar. É só continuar com a mesma frase.

 

Pode ser que haja temas que você decida não fazer nada a respeito, mas que ainda sim te indignam (“Essa roubalheira não acaba nunca!” , por exemplo). E você pode chegar à conclusão que o que vai fazer a respeito disso é continuar reclamando. Não tem problema. Pelo menos você está sendo intencional sobre suas atitudes.

 

Algumas pessoas podem se irritar com essa ferramenta. Ser responsabilizado por sua vida (suas ações, seus sentimentos) é frequentemente desconfortável. Mas o desconforto é bom. Não há crescimento dentro da zona de conforto.

 

Portanto, não me leve a mal. Concordo que reclamar às vezes é muito bom. Mas quando você se cansar disso e resolver tentar algo diferente, já sabe o que fazer.

 

E aí, o que vai fazer a respeito disso?