R – Rochester Simon School of Business
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R – Rochester Simon School of Business

Claudia Gonçalves

21 Maio 2013 | 10h08

Simon School of Business – Tamanho não é documento

Assim como a maioria dos brasileiros que aplicam para MBAs no exterior, eu enderecei meu application  a escolas renomadas como Harvard, Columbia, Chicago, Wharton, etc. No entanto, nesta fase também inclui uma escola não tão conhecida no Brasil, mas de grande tradição acadêmica nos Estados Unidos: Simon School of Business na University of Rochester. Meu irmão, Julio Nagay, um ex-aluno de Simon, turma de 2011, está desenvolvendo uma carreira de grande sucesso,  o que me inspirou a escolher a escola como meu MBA.

Com uma classe de aproximadamente 200 MBAs, uma a população estudantil extremamente diversificada internacionalmente (mais de 50% da classe são alunos internacionais de diversas partes do mundo) e com uma abordagem voltada totalmente para o trabalho em equipe, a escola gera oportunidades para um enriquecendo global e grande interação com professores e colegas. Na Simon você tem a oportunidade de conhecer as pessoas pelo nome (colegas e funcionários). Os alunos têm portas abertas à sala de renomados professores, sendo que alguns destes fazem parte de Board of Directors de grandes empresas nos EUA. Os alunos também participam de reuniões e networking events com os Trustees da escola e são convidados para jantar na casa do Dean Mark Zupan. Este, por sua vez, não somente promove reuniões bimestrais com os alunos para comunicar o progresso das ações estratégicas elaboradas pela escola como também aceita sugestões dos alunos sobre medidas que podem enriquecer a experiencia do MBA.

Poucos MBAs oferecem aos alunos oportunidades de se envolver no dia-a-dia da administração e ter impacto no futuro da escola. Como exemplo, eu desenvolvi  um projeto que trouxe para escola projetos de consultoria em empresas públicas e privadas em que os alunos de primeiro e segundo ano de MBA ajudaram-as a endereçar problemas estratégicos. Mais de 40 alunos participaram nessas consultorias e vários conseguiram ótimas oportunidades de internship e full-time por causa dessa iniciativa.


Isso tudo é interessante mas e a posição nos rankings? Muitas pessoas, senão todas, começam a busca por escolas de MBA analisando os rankings da Financial Times, US News e Bloomberg / Business Week. A Simon apesar de atualmente não estar entre as top 20 escolas, está sempre posicionada entre as top 10 do mundo nas especialidades Finanças e Contabilidade. Até a Crise Financeira de 2007 a escola era reconhecida como uma formadora de MBAs para Wall Street; a crise afetou os Bancos, Hedge Funds, Consultorias Financeiras, e consequentemente o placement dos alunos. Por conta da crise, no entanto, a escola está desenvolvendo uma nova estratégia, focando não somente em financial services jobs, como também em consultoria, corporate e pricing (nesse a escola é pioneira e reconhecida como umas das melhores do mundo).

Entretanto se analisarmos os detalhes dos rankings vemos áreas onde a Simon se destaca: salário inicial e percentagem de alunos posicionados após graduação.

  • A média salarial dos alunos formados pela Simon está entre as top 30 dos EUA (bem acima dos $100,000).
  • O Job placement três meses após a graduação é de 92%, colocando a escolar entre as 15 melhores dos EUA.
  • 117% em aumento salarial pós MBA coloca a Simon como No. 9 nos EUA.

Números dos ranking da Financial Times e US News.

Os Brasileiros da Simon têm histórias de grande sucesso. Na minha classe somos em três formando em Junho de 2013. Todos conseguimos full-time placement bem antes da graduação e em ótimas oportunidades. O Humberto Pereira fez o summer internship no Banco Central do México e foi contratado pelo Citigroup em um programa voltado para MBAs Latino-Americanos. A Camila Viana fez summer internship auditando a falência da Kodak (em um dos summer internships mais interessantes que ouvi falar) e foi contratada pela L’Oreal Estados Unidos como gerente financeira, em NYC. Eu fiz summer internship trabalhando com estratégia e M&A na Actuant Corporation em Milwaukee, e estou contratado pela Cognizant Consulting Services para trabalhar com consultoria estratégica para Banking & Financial Services em Wall Street.

Algo que nos ajudou bastante nesse sucesso foi a rede de Alumni que a escola têm. “A forte tradição da escola em finanças e o alto rigor acadêmico preparam o aluno para o super-competitivo mercado de trabalho americano e global. A seleta rede de ex-alunos valoriza e ajuda bastante os atuais alunos em termos de contatos e oportunidades profissionais” diz Camila. Nas palavras do Humberto: “Apesar de estudar em uma escola menor, a rede de alumnis da Simon ajudou bastante. Haja vista que não temos ‘assentos reservados’ em processos seletivos que recrutam fundamentalmente em escolas maiores, os alumnis ajudam muito em assegurar que o seu CV chegue na pessoa certa, na posição ou área que desejar”.

Sem sombra de dúvida esses dois anos que estive em Rochester foram o melhor investimento que fiz em minha carreira. Acima de tudo, um MBA não é somente uma experiência profissional e acadêmica, como também é uma excelente experiência de vida.

 

 

 

Camila Viana

Formada em Economia pela USP e pós-graduada em Finanças pela FGV. Possui background em controladoria em empresas de serviço (Accor Hoteis) e  produtos de consumo (Unilever e J&J). Fez summer internship auditando a falência da Kodak e recebeu full-time offer da L’Oreal Estados Unidos como gerente financeira em NYC.

 

 

 

 

 

 

 

 

Odilon Nagay (à esquerda)

Formado em Economia pela UNICAMP e pós-graduado pela FGV. Tem background em consultoria (IBM e GESA Health em Angola), Project Finance e Corporate Development em boutiques de investimento e corporate law. Fez summer internship trabalhando com estratégia e M&A na Actuant Corporation em Milwaukee, e foi contratado pela Cognizant Consulting Services para trabalhar com consultoria estratégica para Banking & Financial Services em NYC.

 

Humberto Pereira (à direita)

Formado em Economia pela PUC-SP. Antes do MBA trabalhou em auditoria na Ernst & Young e consultoria em fusões e aquisições na PwC. Fez o summer internship no Banco Central do México e foi contratado pelo Citigroup em um programa voltado para MBAs Latino-Americanos.

 

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