MBA com baixo GPA? É real!
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MBA com baixo GPA? É real!

Paula Braga

30 Agosto 2017 | 09h18

Hoje quem escreve é a Livia Zillo, coach de carreira e MBA.

Aí você me pergunta, o que é o GPA?

G.P.A. Nada mais é do que uma sigla para Grade Point Average, ou seja, a média de notas no sistema de ensino americano universitário. Neste sistema, são utilizadas letras que representam números. Sendo, A=4, A-=3.67, B=3, e assim por diante. Somando as suas médias finais de cada disciplina e dividindo essa soma pelo número de matérias que você estudou resulta no seu GPA

Já deu pra perceber, que essa maneira de calcular as notas é diferente da nossa aqui no Brasil, certo? Então, como é afinal, que eu calculo o meu GPA usando minhas notas do sistema brasileiro de ensino? Nosso jeitinho brasileiro, encontrou várias maneiras de calcular o G.P.A., e fazendo uma busca online você encontra websites que podem te ajudar com isso gratuitamente.

 

Mas afinal, o que é que o meu GPA tem a ver com o meu plano de fazer MBA?

Para as universidades um baixo GPA, pode representar que você não foi um aluno dedicado, ou que não tem seriedade com os estudos, ou até que você não sabe gerenciar bem o seu tempo. Logo, isso posa como um fator negativo e pode influenciar na decisão do admissions perante o seu processo. Calma, calma…não é o fim do mundo!

O GPA é apenas mais uma coisa a ser levada em consideração no seu processo, e eu vou citar aqui algumas maneiras de mitigar esse risco.

A primeira maneira é pontuar excepcionalmente no seu GMAT, se você está mirando nas escolas TOP 10 e tem um GPA considerado abaixo da média dos candidatos, mire alto no GMAT (em torno de 700+)! Se você fez o GMAT e ainda assim não alcançou uma pontuação para mitigar seu GPA, não se desespere, ainda tem outras maneiras!

Leve em conta o pool demográfico de candidatos! Sabe-se que indianos, engenheiros, cientistas da computação por exemplo, possuem GPAs e GMATs bem acima da média. Logo, se algum destes candidatos tiver GPAs e/ou GMATs abaixo deste pool demográfico, o admissions olhará isso como preocupante. O pool da América Latina também se diferencia, portanto, você só precisa estar alinhado à média de candidatos que fazem parte da sua demografia.

Use seus essays para contrabalancear suas pontuações. Destaque suas fortalezas, sua experiência de trabalho, papéis de liderança, trabalho em equipe, envolvimento com a comunidade e com a empresa, e o marca que você deixou a partir das experiências que viveu.

O essay opcional pode te ajudar! Esse espaço no seu application é reservado para explicar certos fatos ou acontecimentos que não puderam ter explicados dentro dos outros documentos exigidos pela faculdade. É o caso de um baixo GPA, por exemplo, quando o candidato trabalhou enquanto cursava sua faculdade, ou se o mesmo teve alguma doença que poderia explicar uma baixa performance acadêmica. Enfim, este lugar é utilizado para explicar situações que podem atenuar as circunstâncias de um baixo GPA, por exemplo.

Selecione as escolas certas pra você! Esse é um momento delicado. Muito clientes aparecem com um pensamento mágico de que Harvard ou Stanford estão a um passo de distância. Precisamos ser realistas, e nos perguntar, o que é mais importante pra mim – cursar um MBA ou cursar um MBA em Harvard? É preciso tomar uma decisão, no que se refere às escolas que você vai aplicar, uma vez que as suas referências atuais possam não atender à demanda de sua escola dos sonhos.

Uma outra possibilidade é postergar o seu application e fazer um trabalho com um coach que possa te ajudar a otimizar o seu tempo, suas atividades e suas decisões para incrementar o seu currículo e seus essays, fortalecendo seu processo de application e aumentando suas chances de cursar seu MBA!

Livia Zillo
Com 10 anos de experiência na carreira acadêmica e um Doutorado em Ciências, ela decidiu praticar olhar o mundo além das lentes de um microscópio e tornou-se Coach de Vida, de Carreira e Consultora de MBA. Viajante e curiosa, é instigada por desafios e apaixonada por fazer a diferença na vida de seus clientes. Vive nos Estados Unidos, na redoma do MBA como esposa de estudante e acompanha o processo de pertinho, enquanto se desenvolve pessoal e profissionalmente.