M – Mudança de carreira em 2013
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M – Mudança de carreira em 2013

Claudia Gonçalves

23 Julho 2013 | 23h17

A economia reaquece, o medo de ficar sem emprego diminui e a coragem de tentar uma mudança de área de atuação aumenta. Em 2012, 64% dos graduandos em MBA entraram em uma nova indústria.  Em 2010, esse número era 52% E EM 2011 55%, de acordo com dados do GMAC, administrador do GMAT.  O aquecimento do mercado faz com que as empresas aceitem contratar pessoas de nível gerencial com experiência relevante, mesmo que não diretamente relacionada à sua indústria.

Columbia, Tuck, e Kellogg  todas viram o número de alunos mudando de indústrias subir muito no ultimo ano e a expectativa é que essa tendência se mantenha. Algumas escolas referem que os salários dos que estão fazendo mudanças em suas carreiras têm acompanhado os daqueles que seguem nas mesmas carreiras pre-MBA.  “Ter um diploma de MBA de uma instituição de primeira linha continua sendo uma das formas mais seguras e firmes de mudar de função e/ou indústria; a tendência é isso se intensificar ainda mais nesse e no próximo ciclos,” diz  Michael Malone, diretor do centro de carreira de Kellogg.

Consultoria estratégica, seguida de energia e saúde, foram as indústrias mais populares entre os alunos de MBA no ano passado, conforme dados compilados pelo GMAC; enquanto que as indústrias menos favorecidas foram setor público, terceiro setor e manufatura. Menos graduandos estão indo para finanças por conta dos cortes nos salários nas empresas em Wall Street.  Surpreendentemente, ano passado as empresas do setor financeiro viram mais colaboradores saírem para o MBA que entrarem depois dele.

Consultoria de estratégia vem se mostrando uma opção bem consistente ao longo dos anos. Bain reporta que sua contratação de MBAs está chegando a 400 candidatos por ano globalmente.

O Bureau of Labor Statistics espera que o número de ofertas de consultoria cresça cerca de 22% entre 2010 e 2020.  Para aqueles que querem mudar de carreira, isso é música para os ouvidos, pois uma temporada em consultoria dá uma boa visão de diversos setores e ajuda a construir um bom network e os posicionar para propostas de emprego atrativas, especialmente para cargos de gestão (em contraste com posições para especialistas).

Em Booth, 30% dos graduandos foram para consultoria. Com mais alunos gravitando para consultoria, a escola convidou mais empresas de boutique para recrutar no campus. Columbia tentará uma novidade este ano, mandando conselheiros de carreira ao encontro de candidatos admitidos em diversas partes do mundo para reuniões individuais, para preparar os candidatos que desejam mudar de carreira para os processos de recrutamento que começarão já em setembro.

A expectativa dessas escolas é que com essa preparação os alunos consigam aprender a se vender rapidamente, ainda mais se querem mudar de indústria.  Tuck realizou um network social interno no verão passado, conectando os alunos admitidos com os conselheiros de carreira antes do início das aulas.  Nesse no isso deve aumentar e os alunos estão aumentando suas expectativas com o trabalho. Já não serve um emprego; tem que ser o emprego dos sonhos.