Experiência pessoal no Insead
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Experiência pessoal no Insead

Claudia Gonçalves

30 Abril 2013 | 18h30

Resumir a experiência do MBA é quase tão difícil quanto traduzir um sentimento em palavras, porque, assim como os sentimentos, cada pessoa experimenta o MBA de maneira particular e individual. Ainda que fotos, vídeos, e histórias possam tentar descreve-la, a única forma de realmente entende-la é vivenciando-a. A única certeza é a de que o MBA é uma experiência transformadora na vida de qualquer pessoa. E para mim não foi diferente.

 

Tendo cursado administração e feito parte do mundo corporativo e empreendedor, pode parecer que o MBA era um passo natural na minha carreira. Na prática não era bem assim. Até começar o processo, o que eu sabia era que um MBA exigiria uma estadia fora do Brasil e, 2 anos depois de me formar, num momento pessoal e profissional de questionamento, aquilo me pareceu uma ótima escapatória.

 

E foi aí, antes mesmo de iniciá-lo, que o MBA me ensinou a primeira grande lição: como qualquer grande decisão na vida, é preciso ter claros os motivos que te impulsionam na busca por um resultado.

 

A minha falta de clareza sobre como o MBA se encaixava em minha vida profissional e pessoal resultou em um golpe certeiro e quase fatal: 6 applications x 0 aprovações. Minha única conquista naquele momento foi ter sido o único dentre meus colegas que não foi aprovado em nada, ainda que tivesse tido bons resultados nos testes (GMAT e TOEFL).

 

Ao receber essas respostas percebi que todos esses resultados negativos evidenciavam certa displicência com o processo de application que, exatamente por ser burocrático e um tanto quanto entediante, exige muito mais esforço e empenho do que o preenchimento automático de formulários. Foi então que resolvi mudar a maneira de enxergar o MBA. Ele não poderia ser um subterfúgio, tinha que ser uma escolha de vida que exigiria de mim máxima dedicação.

 

E foi então que meu MBA começou de fato. Fiz uma análise de consciência, revisitei ideias e busquei os reais motivos pelos quais eu deveria ou não fazer esse enorme investimento, não só financeiro mas principalmente de tempo.

 

Passei a encarar a nova fase de applications sob a ótica de uma oportunidade de autoconhecimento e reflexão. Explorei todas as formas de informação disponibilizadas pelas universidades, conversei com ex alunos, e fui percebendo, aos poucos, que o MBA não seria somente um curso, ou uma estadia fora do Brasil, mas uma experiência que impactaria o resto da minha vida.

 

Sabendo o que queria, pude, um ano após o golpe que quase me derrubou, não só comemorar ter sido aceito no INSEAD como ter certeza que estava fazendo a escolha certa para minha vida.

 

A diversidade de nacionalidades dos estudantes e a oportunidade de estudar em mais de um campus ao redor do mundo aliados à mentalidade empreendedora de alunos que querem fazer a diferença no mundo foram para mim os maiores apelos do INSEAD.

 

Ainda assim, todas as minhas mais altas expectativas foram superadas. Além de ter tido a oportunidade de academicamente rever e aprender novos assuntos, com novos métodos e sob diferentes pontos de vista, o que mais ficou na memória foram as pessoas, as viagens, e a chance de me conhecer mais e melhor. Não imaginava ser possível, com quase 30 anos, criar novas e tão importantes amizades que pudessem durar a vida toda.

 

Nesse turbilhão de acontecimentos, também pude repensar minha carreira e meus objetivos de vida. Ao fim, optei pela consultoria que, apesar de parecer uma escolha óbvia para quem faz MBA, era muito diferente do empreendedorismo que tinha norteado minha carreira até então. De alguma maneira era para mim a possibilidade mais clara de continuar a ter na minha vida profissional aquilo que eu encontrei no MBA: pessoas inteligentes, de diversas culturas, assuntos novos e estimulantes, aprendizado constante e uma cultura  work hard play hard.

Paulo é formado em Administração pela EAESP/FGV em 2005 e obteve seu MBA no INSEAD em 2010. Ao longo de sua carreira trabalhou na Bain & Company e na Accenture, prestando consultoria a empresas dos setores de bens de consumo, varejo, saúde e recursos naturais. Além disso, como empreendedor, trabalhou na formação e expansão de 3 empresas de internet e telecom.

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