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E – Espontaneidade nos essays

Claudia Gonçalves

01 Novembro 2012 | 21h50

Além de ficarem cada ano mais curtos, para desespero dos candidatos, agora os essays mudaram muito em termos do conteúdo que deve ser escrito. Duke, por exemplo, criou uma questão em que se pede uma lista de 25 coisas aleatórias sobre você, candidato. Até o item 10 ou 15 dá para ir muito bem, inserindo coisas que imaginamos serem positivas para a candidatura, como por exemplo, se fazemos trabalho comunitário, esportes que praticamos, viagens que fizemos, desafios que enfrentamos….mas lá pelo número 18 não há outra coisa que não falar sobre coisas realmente aleatórias.  Coisas engraçadas que lhe aconteceram, curiosidades.

As escolas têm buscado formas criativas de tentar descascar o verniz do que se julga aceitável ou pertinente para escrever nos essays e tentar ver o colorido e personalidades mais vívidas dos candidatos.

A febre por essays mais reflexivos ou que revelem mais quem o candidato é ao invés de o que fez está presente em maior ou menos grau nos applications da maioria das escolas americanas e europeias. O IE, por exemplo, mudou radicalmente seu formulário e busca informações sobre sua personalidade e oferece formatos inovadores para os essays – pode ser um vídeo, uma apresentação, um twitter….os temas também fogem do tradicional “descreva o que fez” para “como você imagina a cidade do futuro?”.

Berkeley lhe pede que indique uma música que revele que você é.

Estes são alguns poucos exemplos, mas a longa lista de novidades avança.  Estes essays definitivamente são à prova de “isso é certo ou isso é errado”, de normas e formalidades que já vemos muito nos temas tradicionais.

Definitivamente, as escolas estão sendo criativas em tentar enxergar as pessoas que aplicam.  Para melhor aproveitar estes espaços, o primeiro ponto é pensar em qual imagem você quer que o comitê de admissões tenha a seu respeito. Que valores quer destacar?Depois pense se estes valores e características serão também de alguma forma refletidos nas suas cartas de recomendação ou numa entrevista. Para ter sucesso aqui, é preciso uma boa dose de coerência.